sexta-feira, 20 de abril de 2007

[Turistas]



Elevador Lacerda. Companheiro de lutas nos tempos que trabalhava como office-boy em Salvador. Ele é o caminho mais fácil para ir do Comércio (antigo centro comercial e bancário de Salvador) à cidade alta; e o mais barato também. Toda vez que pegava ele, via os turistas, e olhando para meu walkman e minha pasta de documentos e boletos de cobrança, dizia: "Um dia volto aqui como turista".

Não deu outra. Sexta passada resolvi ver o centro histórico de Salvador como turista. Na verdade eu tinha ído comprar uma coisa e aproveitei para ter meu dia de turista. Mas não tem jeito; santo de casa não faz milagre. Eu nunca me sinto turista em minha própria terra.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

[ Sotaques e Bordões]


Uma coisa que países como Brasil e Estados Unidos tem em comum, são os sotaques. Cada região impera um estilo próprio de dizer coisas e a Bahia tem uma das mais conhecidas e imitadas, mesmo que seja para criticar. Em Brasilia diziam que eu tenho sotaque baiano; chego em Salvador e o povo diz que meu sotaque é de brasiliense. Vai entender? Mas o melhor mesmo é perceber que o sotaque baiano, juntamente com seu dicionário peculiar, é um dos mais interessantes do mundo.

Mas sotaque de verdade quem faz é o povo. Assim como acontece na zona norte do Rio de Janeiro ou no interior de São Paulo, é no subúrbio soteropolitano, que as
pessoas carregam mais na cantada. Parte do sotaque é adicionado ao vocabulário único do baiano, recheados de bordões que a mídia baiana acaba inculcando nas pessoas.

Os programas locais de TV são verdadeiros canais de classe sofrida, e por isso mesmo, líderes absolutos de audiência, às vezes mais do que programas nacionais, para desespero dos intelectuais de plantão. Destes, destaco dois: "Esporte Record" da TV Itapoan (Record) e "Se liga bocão" da TV Aratu (SBT).




O primeiro é apresentado pelo locutor de futebol Silvio Mendes, tradicional das transmissões esportivas da rádio, autor de diversos bordões que de tão ridículos, gruda no ouvido e não sai da cabeça. Na televisão, o jeito despojado dele angariou muitos mais fãs. Nas ruas é comum ver as pessoas repetindo "Solta a anaconda nele" ou "Segure a cabeça de mamãe". Ele divide o programa com um boneco que ele chama de "Pai-tá-nú" e todo dia aparece com o relógio diferente; com a mão no bolso ele mostra o relógio e alfineta pessoas comuns e conhecidas. Nas reportagens externas, sempre tem crianças que imitam o trejeito do apresentador. É hilário e divertido antes de tudo.

Já o Se liga bocão é apresentado pelo bocão Zé Eduardo, que quando saí há 8 anos, era apresentador esportivo da TV Bahia (Globo). Agora faz um programa no estilo do Ratinho. Por fazer muitas caras e bocas não convence muito, porém seu grande trunfo é o repórter-cômico-palhaço-policial chamado Zé Bin. Folclórico, Zé Bin faz reportagens diversas onde sempre reina a patifaria, mas o ponto alto do programa são as reportagens policiais onde ele entrevista bandidos ladrões de galinha e usuários de droga. No final ele pergunta a cada um deles: - E aí, a casa caiu?. Uns respondem, outros não, mas seja como for, é sempre hilário, e acaba virando bordão nas ruas de Salvador.

É cultura inútil para muitos, principalmente cristãos, mas para quem faz sociologia, jornalismo ou trabalha com marketing de comunicação, sabe que programas como estes são objetos de estudo. Outra coisa interessante, é que todos eles, saíram das rádios AM, mostrando, que ao contrário do que alguns declaram, a rádio ainda é um grande veículo de alcance ao público.

Eu gosto da bagunça, da diversão, da patifaria e por isso mesmo, nestes 15 dias que estou aqui, sou um dos responsáveis pelo sucesso absoluto de audiência desses programas. E se não gostou, solto a anaconda em vocês!

quarta-feira, 18 de abril de 2007

[ Eu vou ]



Dia: Domingo, 22.
Local: Fonte Nova.
Horário: 17 horas.
Personagens: Bahia x Vitória
Placar??? Será que vamos repetir??

sexta-feira, 13 de abril de 2007

[ Aonde! ]

Estou em Salvador... só me procure em Brasília no mês de Maio.

E olhe lá!!



quarta-feira, 11 de abril de 2007

[ Diário de Bordo - 1/3 das férias se foi ]

Um terço das férias foi embora. Até o momento não fui na praia, para o desespero de minha irmazinha Renata que não entende como eu consigo estar em Salvador e não ir à praia. Coisas de brasiliense...

Logo que cheguei, teve a assembléia de circuito da congregação de minha mãe. Fiquei feliz em reencontrar velhos amigos mas não foi tão bem para minha auto-estima: os pirralhos e pirralhas que deixei quando fui embora há 7 anos, estão todos grandes, alguns casados que me deixaram com a impressão de que estou velho.

"Vamos comer água!!" foi a primeira coisa que meu ex-estudante falou quando me viu. Onde já se viu falar isso com o ex instrutor em plena assembléia? Minha única cria que deu certo, me envergonhando desse jeito. Mas a idéia foi aceita para não contrariar, logo à noite, no baba da Fazenda Grande III. (Tradução: Comer Água = Beber cerveja, cachaça, etc...; Baba = Futebol, pelada!)

No sábado, conheci as meninas (e consequentemente os irmãos da congregação) da Ribeira que só conhecia pela internet. Filminho, pipoca, joguinho de baralho, é legal saber que os amigos da internet são amigos de verdade, e mais ainda, que são pessoas que adoram a Jeová de verdade, como você. Já marcamos o "dia de turista", o dança no gelo no Shopping Barra e pregação no território isolado no outro sábado.

Na congregação de minha mãe está tendo visita duppla dos superintendestes de circuito e distrito. Então, como não se tira férias como Testemunha de Jeová, esta semana será super hiper mega especial. Se eu soubesse dava até para sair como Pioneiro Auxiliar.

Sábado que vem vai ter almoço na casa de mainha. A tarde vou me quebrar (literalmente) na pista de patinação do Shopping Barra. Todas as noites até sexta, estarei visitando minhas congregações do qual fiz parte.

Enfim, Salvador é linda demais. Até o próximo registro.

terça-feira, 3 de abril de 2007

[ Diário de Bordo - Inicio das férias ]

Minhas férias começaram oficialmente no dia 02 de abril, e posso dizer que começou bem, afinal a Comemoração é o nosso maior evento. Como diz minha mãe, é tão importante que devia ser instituído feriado nacional.

Como primeira comemoração de nossa congregação, que ainda engatinha, saímos muito bem, graças a Jah: 264 pessoas na assistência. Detalhe, nossa congregação têm apenas 75 publicadores.

Viajo quarta-feira rumo à Salvador. Decidi ir de buzão mesmo, pois apesar de levar 23 horas na estrada, mas pelo menos, ao contrário do que acontece com avião, eu sei que horas eu saio e que horas chegarei por lá. Sem falar que eu amo viajar olhando para a estrada, é bom demais.

O que espero de Salvador? Num sei... logo de cara tenho Assembléia do circuito de minha mãe onde devo encontrar muitos amigos de infância. Devo reencontrar parentes, minhas primas lindas, meus irmãos na fé, comida caseira (não vou sentir falta nenhuma do Restaurante do SESC), algumas bajulações da mama, enfim, 7 anos depois estou de volta à velha e inesquecível cidade.