sábado, 22 de setembro de 2007

[ Tradução não, traduction yes! ]


O inglês, definitivamente, virou a língua universal. Pena que foi o inglês americano, e não o britânico, que se popularizou. Lamento isso pelo mesmo motivo que lamento o fato do mal falado e escrito português brasileiro se sobrepor sobre o bem escrito português lusitano. Mas isso é outra história, que um dia comento com vocês.


Voltando ao inglês, antigamente qualquer pessoa podia traduzir o que quisesse, que os leigos aceitavam. Hoje, porém, as pessoas possuem um mínimo sequer de conhecimento da língua de Shakespeare o suficiente, pode desmascarar os tradutores pilantras que enrolam o povo por aí.


No TVZ do Multishow temos um exemplo típico disso. É sabido que existe a chamada "tradução livre" de expressões ou palavras que não existe correlação com a nossa, mas nas legendas dos clipes do Multishow aparecem traduções que beiram o ridículo. A maior delas foi traduzir "Big girl don´t cry" por Gente grande não chora. Qualquer gente pequena sabe traduzir girl por "garotas". Mudou todo o sentido da canção da Fergie, coitada.


É por isso que eu detesto filmes dublados. A diferença estúpida do que se fala no original, com aquilo que se escreve na legenda chega a dar nos nervos. Um dia assisti um filme onde o cara falava de música com uma menina, então ela fala "ele gosta de sorvete de baunilha" e todos riem. O que sorvete tem haver com música? Qual o sentido da piada? Depois me lembrei do rapper americano Vanilla Ice (uma espécie de Latino dos Estados Unidos) e tudo ficou claro. Meu Deus! Quantos leigos se perderam na piada deste filme?


Um dia rejeitei uma proposta de emprego de tradutor, porque meu inglês é horrível escrito, e falado, pior ainda. Mas pelo que vejo por aí sobre tradução, eu fiz uma besteira muito grande. Afinal, os tradutores de filmes e legendas do Multishow estão ganhando dinheiro fazendo uma grande embromation.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

[Calor Mata?]




Brasília chegou hoje ao seu clímax de calor; com 32º foi o dia mais quente do ano. Mas até que eu não reclamo muito. O clima que é horrível para os demais asmáticos, para mim é uma maravilha. Loucura, né?

Mas sabe, o calor de Brasília não é tão ruim assim. Em comparação com Salvador, é até melhor. Explico! Lá tem mar, praia, mas em dias úteis, você trabalha, portanto o que adianta ter isso? O calor de lá é horrível. Por causa do clima extremamente úmido você sua o dia todo, parece que sai de seu corpo um dilúvio de suor, que encharca sua camisa e anula os efeitos do seu desodorante, é um desastre.

Aqui no DF o calor dá apenas aquela sensação de abafamento, no entanto, como o clima é seco, não sai um líquido de seu corpo em forma de suor. Eu vou pro Serviço de Campo, saio com a camisa no mesmo estado que saí; do mesmo jeito, sem amasso e sem aquela mancha de suor que que fica quando eu saía no campo lá em Salvador.

De qualquer forma, eu gosto de dias que não tenham chuva. Eu sei que muitos estão loucos que chova logo (afinal já vai fazer quase 6 meses sem chuvas), mas eu preferiria o clima do outono (frio demais à noite e clima ameno durante o dia).

Mas enquanto a chuva não vem...

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sábado, 15 de setembro de 2007

[ Yes, eu amo cinema! ]


Eu amo cinema. Quando falamos nisso, não está em questão apenas o fato de ir ao cinema, comer Doritos com fanta uva e depois voltar dizendo que o filme é legal. Envolve conhecer toda produção, analisar a fotografia, as edições de imagens, a marca da direção, e principalmente, trilha sonora. É um conjunto de coisas que faz, por exemplo, de Transformers o melhor filme do ano. Ah, mas claro, eles nunca serão considerados como tal pelos críticos de cinema que vão selecionar algum drama chato da hora, ou aquele que traz a biografia chata de alguém.


Mas este é o problema, principalmente, do crítico brasileiro. Existe uma unanimidade burra no nacionalismo cultural, aquela de que devemos valorizar nossas raízes a qualquer custo, mesmo que nossas raízes sejam piores que os dos outros. Hoje estreou no cinema o filme “Baixio das Bestas” que recebeu elogios de todos. O filme deve ter suas qualidades, mas a circunstancia toma o sentido ridículo quando vem acompanhada da velha reclamação de que as produções nacionais não têm espaço, que blockbusters como Piratas do Caribe ou Homem Aranha 3, que ganham mais salas do que os filmes nacionais.


As maioria das pessoas vão ao cinema em busca de diversão, pois cinema é, antes de tudo, um arte de entretenimento. Embora eu ache que exista espaço para os chamados “filmes cabeça”, mas eles vão ficar condicionados aos lugares onde os seus públicos alvos costumam freqüentar: aqui em Brasília existem dois espaços para isso que é o Cine Academia de Tênis e o Embracine. Agora, querer que um filme brasileiro que trata “das mazelas do ser humano, o lado mais podre e escuro do homem, a partir de personagens movidos pela hipocrisia, perversão e crueldade”, ganhe mais salas do que Transformers; é ser utópico demais.


Engraçado que na França a discussão era a mesma, sendo que lá, os nacionalistas utópicos venciam. As salas eram abarrotadas de filmes cabeça franceses (e por sua vez, vazios também), enquanto os poucos cinemas que tinha permissão para exibir as grandes produções apinhavam de gente. Então surgiu um produtor chamado Luc Besson que como um ótimo visionário, descobriu que a França tinha dinheiro suficiente para produzir grandes filmes com a mesma qualidade que os de Hollywood. De lá para cá, a Luc Besson produziu O quinto elemento, Taxi, Cavaleiros do Ar,O pacto dos lobos, filmes que não devem em nada as grandes produções americanas. Hoje, a França já é um cinema de entretenimento e os donos de salas de exibição voltaram a ganhar dinheiro.


Embora eu deteste a Globo, mas aqui no Brasil, a Globo Filmes começa a fazer uma verdadeira revolução ao primar por filmes de entretenimento, em vez de filmes cabeça, que já possuem incentivos do governo para serem produzidos. Os intelectuais de plantão torcem o bico, mas eles não conseguem encontrar uma solução para os exibidores de cinemas que enchem suas salas com filmes como “Didi e a Princesa Lili” enquanto outras ficam às moscas para exibir filmes cabeça chatos como “Baixio das Bestas”.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

[ Já bebi absinto ]


Vimos no estudo de livro desta semana como a cristandade dissemina seu veneno espiritual por meio de idéias tolas e creças antibíblicas. Eu mesmo, que passei minha infância e inicio da adolescência na igreja evangélica, sei bem o que é isso.


Como 1/3 do povo brasileiro, sou asmático. Quando criança, as minhas crises eram agudas e agonizantes. Por causa disso era uma criança retraída, não brincava na rua, não jogava bola e vivia no hospital respirando nebulizadores. Eu evitava viagens longas distantes de minha mãe, pois tinha medo de passar mal e "morrer lá". Porém, um dia, não sei por quê, acabei indo para o Retiro de Carnaval da igreja que eu fazia parte. Seria injusto, todos se divertindo, e eu em casa sem fazer nada. Eu tinha 7 anos, e me lembro de poucas coisas, mas o suficiente para perceber o quanto a religião falsa é danosa.


Na primeira noite foi tudo tranquilo, mas no segundo dia, comecei a respirar ofegante, não deu outra, à noite tive uma crise de asma. Então os pastores tiveram a belíssima idéia de "orar sobre mim" para que eu fosse curado! Fui levado a uma sala vazia, onde três homens começaram a gritar no meu ouvido, orações que mais parecia uma locução esquizofrênica; uma quase sessão de exorcismo. Salva... cura... cura... ! E eu, na inocência dos meus 7 anos, acreditei que logo seria curado e estaria brincando com outros colegas.


Depois da sessão de gritaria e parafernália, minha asma teimou em desafiar os pastores e diante da situação, o único jeito foi levar-me para casa. No entanto, por que o Senhor não me curou? A resposta básica foi: eu não tinha fé! Como?! Eu era uma criança bastante dedicada a Deus, orava todos os dias e tinha o sonho de crescer e ser pastor, como é que eu não tinha fé? Aquilo foi um choque para mim, passei a me sentir a pior pessoa do mundo, pois não era digno de ser curado, já que segundo àqueles "representantes de Deus", eu não tinha fé.


Mas isto foi só o começo. Um outro amigo, metido a mais "crente" que os outros, começou a disseminar que eu não tinha sido curado porque eu estava fazendo alguma coisa errada. E como os "errados" iriam para o inferno, passei a acreditar que o meu destino era queimar no lago que arde em fogo e enxofre. Passei noites sem dormir pensando nisso, nada do que fazia, eu achava suficiente bom, pois continuava a ter asma, e assim, continuava a ser um "sem fé". O medo do inferno influenciou tanto na minha vida, que vocês nem imaginam. Quase passava para o lado de lá (me tornando membro do satanismo) por causa desse pavor de queimar no inferno. E, lembrem-se, eu era apenas uma criança de sete anos.


Até o dia em que a verdade entrou na minha vida e me libertou. Acreditam, que o único motivo que me levou a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová, embora na época fosse líder da mocidade dos jovens da minha igreja, foi saber que o inferno de fogo não existia como um lugar de tormento eterno? Toda vez que lembro das palavras de Jesus descritas em João 8:32, eu me lembro disso, pois no meu caso, a verdade foi uma grande libertação.


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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

[ Irmãos Wayans ]



Os irmãos Wayans são a família de artistas negros mais bem sucedida dos Estados Unidos, depois dos Jacksons, claro. A familia de 10 irmãos, produziu pelo menos quatro atores responsáveis por seriados e filmes de maior sucesso de audiência e bilheteria.

Os mais conhecidos são: Damon Wayans, que interpreta o chefe de familia do seriado Eu, a patroa e as crianças, Keenan Wayans, que chegou a fazer alguns filmes policiais, mas hoje é mais reconhecido pela sua direção de filmes como As Branquelas, Todo mundo em pânico e O pequenino, que teve como maiores estrelas, os outros dois irmãos Marlon Wayans e Shawn Wayans.

Eles são os nomes mais engraçados da televisão mundial. Os filmes acima citados foram arrebatadores nas bilheterias dos cinemas. "Eu, a patroa e as crianças" já está na quinta temporada e é um sucesso de audiência e é considerado um dos melhores sitcons produzidos.

Mas o que você tem haver com isso? Bem, se gostar de cultura inútil, descobri hoje, assistindo uma entrevista de Shawn na VH1, que seus pais são Testemunhas de Jeová e que todos eles foram criados dentro da organização. Embora não tenham "seguido a religião", mas eles tem em seu pai, um grande exemplo e sempre estão atento aos conselhos dados por ele.

Isso mudou sua vida? Nem a minha... mas diga se não é interessante?

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domingo, 9 de setembro de 2007

[ Meu trabalho ]


Sou Analista de Suporte de uma das 28 células que compõe o Call Center da Caixa Econômica Federal, que possui cerca de 1.312 operadores de help desk, responsáveis pelo atendimento à rede interna do banco em nível nacional. Prestamos suporte técnico, tecnológico, operacional e normativo sobre sistemas e produtos do banco aos funcionários, prestadores de serviço e estagiários das agências, lotéricos, correspondentes bancários e unidades de todo o Brasil.


Só pra se ter uma idéia: quando você vai ao banco abrir uma conta ou fazer outra coisa, o sistema trava ou o funcionário fica na dúvida do que fazer, é para nós que eles ligam. Se na Loteria disseram que o sistema está fora do ar, é nossa tecnologia que está correndo atrás para solucionar ou buscar os responsáveis. Potanto temos um trabalho muito importante na instituição bancária mais importante da população de baixa renda do país, cerca de 80% dos clientes da CEF.


O meu serviço é, entre outros, avaliar os sistemas, gerenciar as informações aos operadores reciclando-os com treinamentos, avaliar o atendimento prestado por eles. Além disso, precisamos manter a equipe sempre unida e motivá-los por meio de ações voltadas para este fim, que envolve dias temáticos, gincanas, premiações dos melhores do mês, e às vezes, até promoção de festas ou encontros off in loco com o fim de interagí-los junto com suas familias.


Minha célula cuida do Sistema de Cadastro dos clientes do banco, que alimenta todos os demais sistemas, e por isso, somos responsáveis pela abertura e gerenciamento de contas correntes, além do gerenciamento dos produtos de Capitalização, Previdência e Seguro vendidos pela CEF. Falando assim, parece que nosso serviço é importante. E é mesmo! É preciso muita atenção e conhecimento absoluto dos sistemas e normas do banco, pois uma informação errada, uma conta não aberta ou encerrada indevidamente, um dinheiro mal aplicado, pode gerar prejuízos financeiros ao cliente e à imagem do banco.


Além do meu trabalho, cuido do noticiário que possui uma edição mensal e sou mebro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Desta forma, posso dizer que vivo meu trabalho intensamente, mas só consigo faze-lo de forma saudável, porque gosto do que faço, e fazendo o que gostamos, não atrapalha em nossa vida particular. Ser reconhecido como um bom funcionário é dos requisitos que precisamos ter para não causar vitupério ao nosso Deus.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

[ Estou grávido... ]

...e hoje pela manhã eu vi meus filhos na Ecografia Abdominal: fígado, bexiga, intestino e, inclusive, meus rins. Todos estão passando bem, inclusive o rim esquerdo, o maledeto que me atacou no domingo retrasado. Seja lá o que causou aquela dor horrível, não existe mais. Sou um homem "trintão" com saúde e beleza interior; literalmente.

Mas esse negócio de ecografia é uma coisa interessante. Eu nunca tinha passado por este exame. Pra começar, achei que veria meus órgãos internos exatamente como aparece nos livros de biologia; mas não, é tudo preto, só com umas imagens em 2D muito sem graça. Minha bexiga era uma mancha preta no computador, que horror! E meus rins? Até que estavam bem desenhados, mas esperava mais deles. E ainda tem mulher que se emociona quando vê estes pontos pretos?

Legal mesmo é a preparação. 12 horas de jejum total, nem água! Então, desde as 21 horas de terça-feira, fechei a boca. Mas é uma situação ruim demais. Já observou que quando não pode, é aí que o corpo quer? Comi tudo que tinha direito antes desse horário, mas não adiantou,pois parecia que eu tinha mais fome que antes, mais sede que árabe no deserto, foi uma luta árdua. Até conseguir dormir e não beliscar nem mesmo uma azeitona.

Já na consulta, o engraçado é quando você pega uma médica nem um pouco carinhosa. “Tira a camisa, abaixa as calças e deita na cama”. Opa! É assim? Eu sou cristão minha senhora, não faço sexo antes do casamento. Não deito ainda na cama de ninguém. Mas ela não me deu atenção. Loura, gorda, feia e ainda tinha uma verruga perto do nariz. Eu não acredito que deitaria na cama daquela mulher!

Nem bem deitei e ela jogou um gel na minha barriga e espalhou todo. Mais uma vez fiquei assustado, pensei que ela iria me agarrar, já estava pronto para correr pedindo por socorro, afinal, eu sou um rapaz inocente, mas aí quando ela ligou os aparelhos e começou a me apresentar os órgãos internos, aí relaxei.

Pois é, depois dos 30 você começa a visitar urologistas, cardiologistas, ecógrafos... Qual será o próximo “gista” que visitarei em breve? (quem fizer piada com geriatria ou teste de prevenção ao câncer de próstata, vou logo adiantando que não tem mais graça).

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

[ Nós podemos ser heróis ]





Sou louco por séries e pago caro por isso, literalmente. Depois de Smallville, The 4400 e Lost, foi a vez de ser conquistado por Heroes. A série foi um dos maiores sucessos de audiência na TV americana, ano passado, e este ano, conquistou milhares de fãs (como eu) ao ser exibido no Universal Channel. A TV Record promete exibir a série ainda este ano e aí vocês vão poder conferir.


Heroes é um drama policial que mescla suspense e ficção, ao abordar a vida de pessoas comuns que descobrem possuir super poderes ou habilidades extraordinárias. Inicialmente, assustados, não sabem o que fazer, mas logo descobrirão que serão peças chaves para evitar a destruição do planeta.


Um jovem sonhador tenta convencer seu irmão político que ele pode voar, uma líder-de-torcida descobre ser totalmente indestrutível, uma stripper de Las Vegas, lutando para sustentar seu filho, percebe que sua imagem no espelho tem um segredo, um fugitivo da polícia descobre poder atravessar paredes, um talentoso artista, cujo vício nas drogas está destruindo sua vida e sua relação com a namorada, é capaz de pintar o futuro e um policial azarado consegue ouvir o pensamento das pessoas - inclusive os de um terrorista capturado. No Japão, um jovem desenvolve um jeito de parar o tempo.

Os seus destinos? Nada menos do que salvar o mundo.


Muita ficção, diria você. Mas curiosamente Heroes chama a atenção por dar uma abordagem adulta à história de super heróis, criando uma tensão numa trama complexa de enigmas, suspense e ação policial. A grande maioria dos personagens, possuem desvios de caráter, o que lhes dar certa ambigüidade, assim cada um deles pode varias de bonzinhos à vilões a cada episódio. O mais interessante é que os enigmas não perduram muito tempo, sendo solucionados, embora acabem surgindo outros, mas pelo menos não é como Lost, onde muitos enigmas da primeira temporada ainda não foram explicados.

Enfim, Heroes, nos faz sonhar... Quem sabe nós também não podemos ser heróis?

sábado, 1 de setembro de 2007

[ Acabou ]





"Amor, então, também acaba?
Não que eu saiba.
O que eu sei é que se transforma
numa matéria prima,
que a vida se encarrega de transformar em raiva,
ou em rima"


+ Paulo Leminski +



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