sábado, 26 de setembro de 2009

A Cabana de bobagens



É incrível como às vezes algo desperta a atenção das pessoas e acaba fazendo sucesso pelo famoso "boca-a-boca". Sem marketing, sem ações de promoções fáceis, o livro A CABANA conquistou uma legião de leitores admirados. Não foi surpresa, então, quando um colega de trabalho me presenteou com este livro, dizendo que minha vida mudaria ao final da última página lida. Não sabia nada sobre o livro e por isso, por curiosidade, comecei a folheá-lo. Não consegui, parei no terceiro capítulo.

O livro A CABANA foi feito praticamente para dois tipos de público: aquele que gosta de ler livros de auto-ajuda ou acha as bobagens de Augusto Cury, Lair Ribeiro e Paulo Coelho uma jóia da literatura e para os evangélicos que seguem a religião mas não se aprofundam no conhecimento das Escrituras e acha lindo qualquer opinião conveniente ao seu modo de vida baseada em Deus.

A história do livro começa interessante: a filha do personagem principal é raptada e existem evidências de que ela fora brutalmente assassinada dentro de uma cabana abandonada. Ninguém sabe quem foi ou o motivo de tanta cruelmente. Então, quatro anos depois, o pai da menina recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana. Lá ele passa a ter um encontro pessoal com Deus “em forma” de Jesus, o pai e o espírito santo.

O livro discute de forma desproposital o porque Deus permite o sofrimento as pessoas a partir de um hipotético diálogo entre o personagem e Deus. É quando o autor recheia o leitor de frases prontas e clichês relativistas sobre o conceito de adoração e fé, é quando a coisa desanda mesmo. Para começar é quase uma heresia atribuir diálogos a pessoas que você não conheceu pessoalmente, quanto mais ao próprio Deus. A história começa a tomar ares de absurdos quando elementos de auto-ajuda e de filosofias são atribuídas a frases ditas pelo próprio Jesus.

Numa das passagens Jesus diz ao personagem principal "Não vim para formar uma religião". Quer clichê maior que esse? Noutra ele dá a entender que Deus permite o sofrimento porque somente desse jeito é que as pessoas o procurariam. O Deus de amor, de compaixão e de misericórdia é jogado no lixo. Se você crer em Deus e leva uma vida de fé, é levado a acreditar que caso aconteça uma tragédia em sua vida, Deus não o protegeu porque de algum modo você não o estava seguindo corretamente. Olha só que prato cheio para os ateus e agnósticos?

Além disso, a cada capítulo ele publica frases de autores cuja inspiração é no mínimo questionável. “A fé nunca sabe aonde está sendo levada, mas conhece e ama Aquele que está levando” uma frase piegas de Oswald Chambers. E ele ainda cita ateus históricos como Albert Einstein, C.S. Lewis e Cheterton para promover suas idéias. E nenhuma delas traz nenhuma citação a um princípio bíblico; quando isso acontece, são textos marginais citados sem um argumento convincente. Enfim, esse talvez seja o maior defeito desse livro. O perigo de inculcar na mente das pessoas, idéias pessoais baseadas em filosofias vãs, como se fosse do próprio Deus.

Enfim, eu sei que vocês de uma forma geral jamais leria esse livro. Mas é possível que assim como aconteceu comigo, ganhasse um de presente de uma amiga religiosa que achou o livro lindo e por achar que você como Testemunha de Jeová é igual a milhares de evangélicos alienados que existem, e por isso gostaria de ver a história interessante. FUJA! O livro é um grande festival de bobagens e mentiras sobre o nosso Deus maravilhoso.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Paralisia do Sono

Você está dormindo em um sono gostoso, sonha um bom sonho, mas de repente acorda. Mas espere! O que é isso? Seu corpo não se mexe, você tenta se revirar e o corpo não responde, as pernas não se movem e você começa a se desesperar. Depois de algumas tentativas, você finalmente consegue se mover e o que era para ser um gostoso despertar se torna um acordar traumático.

Se você já passou por esta experiência algumas vezes, não se desespere, pois é mais comum do que você possa imaginar. Isso é o que os neurologistas chamam de sintomas da Paralisia do Sono. Existe até uma área da medicina que se dedica a estudar esses distúrbios e outros como apnéia, narcolepsia, catalepsia, bruxismo, sonambulismo e terror noturno.

Eu "descobri" a Paralisia do Sono há cerca de um ano, mais ou menos, e assim como todos, me desesperei no inicio. Para piorar, eu ainda tinha alguns espasmos de Terror Noturno o que fez minha esposa ficar preocupada. Então procurei um neurologista, que me explicou tudinho.

O QUE É PARALISIA DO SONO?

Quando você dorme, o nosso corpo é preparado pelo cérebro para descansar. Quando entramos na fase do sono profundo, chamado de fase REM, passamos a sonhar e para que não transformemos em realidade os nossos sonhos, o cérebro paralisa todo nosso corpo, deixando apenas a respiração funcionando. Isso evita que você caia, ande, soque ou chute alguém ou alguma coisa ao seu lado. Uma pessoa normal quando dorme ou acorda passa por esta fase sem problemas; quem tem o distúrbio não.

ANTES DE DORMIR

Algumas pessoas dizem que antes de dormir sentem o corpo pesado, quase imóvel, não conseguem falar. Alguns relatam que ouvem vozes, escutam passos, vêem coisas estranhas e se desesperam. Mas muitos especialistas acreditam que esse distúrbio esteja por trás dos relatos de vida após morte, alucinações e abduções por alienígenas. Outros mais supersticiosos, ou crentes, acreditam que estão sendo tentados pelo diabo ou sendo levados para um lugar de santidade. Graças a Jeová este não é o meu caso.

Se ainda fosse, seria mais fácil de lidar, porque o processo dura no máximo alguns segundos e logo depois você entra na fase REM e quando acorda pensa se tratar de apenas mais um sonho.

CORPO PARALISADO APÓS ACORDAR

O pior de todos é o que eu sinto ocasionalmente. Logo após acordar, você não consegue mexer absolutamente nada, tenta se virar e o corpo não obedece, sente um leve sufocamento e dificuldade de respirar e logo após alguns tentativas frustradas, finalmente consegue se revirar acordando de forma traumática e desesperada.

Quando senti os primeiros sintomas entrei em desespero, achei que estava ficando louco ou outra coisa, mas nada que a internet não ajude a esclarecer. Apesar das informações do Google, procurei um nerologista e veio a explicação:

Quando saímos da fase REM, logo após vem a fase mais tranquila do sono, que é quando o corpo retoma seu controle, o chamado sono leve, e você acorda. A paralisia ocorre justamente quando você acorda da fase REM, e o cérebro "imagina" que você está dormindo e por isso não devolve o controle do corpo. Você fica literalmente paralisado e com a respiração em estado leve, o que dá a sensação de sufoco.

MEDICAMENTOS

Existe sim, mas como é baseado em drogas fortes e viciantes, a idéia é tentar evitar a todo custo para não cair na dependência. O mais indicado é o Clonezapan, nome genérico para o conhecido RIVOTRIL. Alguns médicos dizem que um comprimido simples de 0,5mg antes de dormir resolve o problema. Mas "o" problema é que como ocorre com muitas outras drogas, o corpo acaba se acostumando, e você passa a usar mais doses até se ver totalmente dependente.

DICAS PARA CONTROLAR

Além daquelas já usuais, que servem para todos os distúrbios do sono, como evitar comidas pesadas antes de dormir, evitar álcool, stress e fazer exercícios regulares, o mais recomendado mesmo é: não durma de barriga pra cima. Além de evitar a paralisia do sono, serve também para quem sofre de apnéia.

Se acordar e estiver paralisado, não se desespere. Geralmente o cérebro leva alguns segundos para reconhecer que você acordou, então conte até 10 e tente respirar tranquilamente com o "pouco" de ar que seus pulmões está utilizando. Em cerca de 3 a 5 segundos você consegue mover seu corpo novamente.

O olhos não fica paralisado durante o sono REM. Enquanto conta até 10, pode tentar abrir os olhos, enquanto tranquilamente tenta mover os ombros ou as pernas.

Se os surtos forem frequentes, mesmo quando não está dormindo de barriga para cima, então é hora de procurar um médico. Se não tiver um plano de saúde e opções, pode procurar um clínico geral sem problemas, uma vez que graças a medicina do sono, esses distúrbios estão reconhecidos pela medicina geral.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Meu filho estava morto...

HISTÓRIA BÍBLICA TEM MENSAGEM PARA OS PAIS



"A história bíblica do filho pródigo renasceu ontem no Adelaide Entertainment Centre. Mais de 6000 pessoas voltaram sua atenção para o drama 'Seu irmão estava morto, mas voltou a viver', uma moderna interpretação da parábola de Jesus."

"A performance era parte de um dos três dias do congresso de distrito 'Mantenha-se Vigilante' organizado pelas Testemunhas de Jeová de Adelaide (Austrália)."

"O diretor Colin Hallford disse que o drama reflete a vida real pelo qual muitos jovens e adolescentes passam nos dias de hoje."

"'Nosso drama foi baseado na parábola de Jesus aonde os pais foram lembrados a serem como o pai do filho pródigo, que menteve a linha de comunicação aberta e deixou a porta aberta para qu seu filho pudesse retornar', ele disse".

Journal of Adelaide, Austrália

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Jovens!


MEUS JOVENS QUERIDOS ME DÊEM ATENÇÃO
O MEU INIMIGO SÓ TEM MÁ INTENÇÃO
DE PRÓPRIA VONTADE ESCOLHAM ME SERVIR
E MOSTREM A TODOS QUE VIVEM PARA MIM

(CORO)
Ó FILHO MEU, QUERIDA FILHA
ALEGREM O MEU CORAÇÃO
E MOSTREM-SE SÁBIOS NA VIDA
ASSIM VOCÊS ME HONRARÃO

VÃO TER ALEGRIA POR DAREM SEU MELHOR
EM DIFICULDADES ESTOU AO SEU REDOR
E QUANDO NA VIDA HOUVER DESILUSÃO
RELEMBREM QUE SEMPRE OS AMEI DE CORAÇÃO

(CORO 2x)
Ó FILHO MEU, QUERIDA FILHA
ALEGREM O MEU CORAÇÃO
E MOSTREM-SE SÁBIOS NA VIDA
ASSIM VOCÊS ME HONRARÃO.


domingo, 13 de setembro de 2009

O segredo da Cruz, da Coroa e do Cavaleiro Templário




Uma das acusações feitas por alguns apóstatas e opositores está nos símbolos exibidos nos primeiros números de A SENTINELA aonde pode ser visto um símbolo de uma cruz entre uma coroa (também visto hoje no túmulo de Russell) e no outro lado, a de um cavaleiro que seria da Ordem dos Templários. As acusações é de que isso provaria a relação de Russell, e consequentemente as Testemunhas de Jeová, com o ocultismo.

Começaremos sobre o mais simples: a CRUZ e COROA. Não é segredo nenhum pra todos nós que até a década de 30 os irmãos usavam a cruz como símbolo cristão. Inclusive usavam um broche da "Cruz e Coroa" da mesma forma como aparece na capa da revista para serem identificados no trabalho de pregação. Isso era comum até que em 1936, o livro Riquezas explicou o significado da palavra grega "stau-rós", traduzida por cruz e deixaram de utilizar o símbolo que passaram a considerar como um instrumento não-cristão. É possivel que a utilização da cruz inclinada lembrasse as palavras de Jesus quando disse "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me." (Lucas 9:23, Almeida)

Já a coroa representa claramente reinado de Cristo como rei designado de Deus. Basicamente as duas juntas significam que apesar da morte sacrificial, Jesus Cristo foi ressussitado e havia de reinar como Rei do Reino de Deus. Além disso a Bíblia, atribui a coroa como uma das promossas do Israel Espiritual. Por exemplo, em 2 Timóteo 4:8 o apósto Paulo declara: "Doravante me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, o justo juiz, me dará como recompensa naquele dia, contudo, não somente a mim, mas também a todos os que amaram a sua manifestação." Veja também 1 Tessalonicenses 2:19; Revelação 2:10


Portanto insinuar que a cruz e a coroa eram símbolos ocultistas ou da maçonaria nada mais é do que uma alegoria da imaginação de opositores, que desesperados com o avanço da adoração verdadeira, inventam os boatos mais esdrúxulos possíveis. Entretanto, há de se admitir, que o símbolo utilizado na revista lembra muito um outro símbolo utilizado pelo Vaticano, mas isso não quer dizer nada, afinal, a "cruz" é lembrada como um símbolo dos cristãos e não da Igreja Católica. Além disso, alguém ousaria acusar as Testemunhas de Jeová de ser uma organização católica?!

Agora vamos ao cavaleiro ali do lado, que seria um símbolo da ORDEM DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS. Para começar, os Templários ainda são mencionados pelos historiadores como lendas e não existe uma concordancia entre os historiadores sobre sua existência, causa e ideologia. Essa Sociedade Secreta teria nascido no Século XI e não possuía nenhuma relação com a maçonaria. A suposta relação surgiu em 1571 quando os Otomanos destruíram o arquivo central atribuído aos Templários e desses registros surgiram várias histórias aonde uma delas atribuía uma ligação entre eles os maçons. Desde então, as belas e lendárias histórias dos Cavaleiros Templários - inclusive sobre o Santo Graal, o cálice utilizado por Jesus na santa ceia - passaram a fundir com os maçons de modo que hoje são aceitas por várias vertentes.

No entanto, olhe direito a figura acima (clique nela e veja em tamanho maior). Veja que o cavaleiro possui atrás dele uma espada, um cajado de pastor e um machado. Se pesquisar na internet verá que não existe nenhuma relação entre esta figura com a armadura dos cavaleiros da Ordem dos Templários e nem com qualquer símbolo dos maçons. A imagem foi possivelmente extraída dos conceitos encontrados na Bíblia, especialmente em Efésios 6:14-17 que menciona a "couraça da justiça", "escudo da fé", "capacete da salvação" e "a espada do Espírito". O cajado bem pode ter surgido da expressão "Tua vara e teu bastão são as coisas que me consolam" do famoso Salmo 23:1-4. E o machado? Bem, compare com Isaias 10:15,16 e veja se Russell possivelmente estava pensando neste texto quando o colocou ali?

Vale lembrar que é justamente para evitar acusações similares que o Corpo Governante ao passar do tempo deixou de exibir alguns símbolos clássicos. Quem não lembra dos Salões do Reino feitos em forma de torre de vigia? Observe que o próprio simbolo da Sociedade (desculpem, mas ainda não me acostumei o termo Associação. Tudo culpa do Lula.) caiu em desuso e foi desestimulada por Betel.

Enfim, sabendo desde o inicio que os seguidores de Cristo seriam perseguidos, nada tão apropriado que a luta do servo fiel de Jeová neste mundo demoníaco fosse representada por um cavaleiro, e não um símbolo de uma Sociedade Secreta que não traria nenhum objetivo prático uma vez que as matérias não conclamava nenhum membro aos conceitos mundanos de liberdade, fraternidade e democracia.

Enfim, termino aqui minhas pesquisas sobre o assunto Charles Taze Russell e espero que todas as acusações efetuadas contra ele possam ser esclarecidas e sanadas. Enfim, depois de tudo isso, acabo concordando com o Corpo Governante, de que ficar dando atenções à acusações improfícuas seria uma forma de promover os acusadores e atrapalhar o nosso maior serviço que é pregar as boas novas sobre toda a terra habitada.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

C.T. Russell não era maçon


Por fim chegamos a última parte dos meus artigos sobre Charles Taze Russell. Vale frizar que a maioria das informações aqui são de fontes externas e de conclusões pessoais. Não existem artigos sobre o assunto. Em minha carta à Betel questionei sobre porque não existem artigos de esclarecimentos, e os irmãos me responderam apenas que não valia à pena discutir essas informações que consideravam irrelevantes, porque tratava-se de acusações inócuas de opositores e, em outras palavras, que se cada vez que apóstatas levantassem uma acusação e o Escravo tivesse que fazer um artigo sobre o assunto, não haveria tempo para se dedicar à nossa principal obra que é divulgar a palavra de nosso Deus Jeová. - Mateus 24:14.

Então, alhêio a tudo isso, vamos às minhas pesquisas. Para começar, responder essa questão é um pouco complicado, porque como alguns sabem, a maçonaria é uma sociedade milenar e tem como sua maior característica a total discrição de seus membros. A Wikipédia define a maçonaria como "uma associação de carácter universal, cujos membros cultivam a filantropia, justiça social, aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia e igualdade, aperfeiçoamento intelectual e fraternidade." Grave bem essa definição. Existe algo entre nós, Testemunhas de Jeová, que se assemelhe a isso?

Na internet alguns sites atribuem suspostos discursos de Russell se auto-declarando um membro da maçonaria. Pra começar, declarações assim não se harmonizam com a discrição que costuma permear entre os maçons. Porém o que temos de verdade é uma expressão de total ignorância de Russell quanto a esta sociedade secreta. Ele disse: "Há certas condições – a porta baixa, o caminho estreito, o passo difícil. Ainda que eu nunca houvesse sido maçom, tenho escutado que na Maçonaria eles têm algo que ilustra isto muito estreitamente”... “Muitos maçons me estendem a mão e me dão o que sei é seu aperto de mão; eles não me conhecem por um maçom.Parece que é algo que faço é semelhante ao que fazem os maçons, não sei o que é; porém eles frequentemente me dão todo tipo de aperto de mão e eu os devolvo, então lhes digo que não sei nada sobre isso exceto somente alguns apertos de mãos que hão vindo a mim naturalmente”. – junho de 1913; discurso do Congresso, “O Templo de Deus” (“Sermões dos boletins do Congresso” página 362)

Charles Taze Russell serviu por mais de 30 anos como Presidente da Sociedade Torre de Vigia e durante todo esse tempo devotou sua vida e sua fortuna à obra de pregação. Uma biografia de Russell, publicada pouco depois de sua morte, explicou: "Ele não fundou uma nova religião, e nunca afirmou ter feito isso. Restabeleceu as grandes verdades ensinadas por Jesus e pelos Apóstolos, e voltou a luz do século vinte sobre elas. Não alegou ter revelação especial de Deus, mas sustentou que era o tempo devido de Deus para a Bíblia ser entendida e que, estando ele plenamente consagrado ao Senhor e ao Seu serviço, teve permissão de entendê-la. Por se dedicar ao desenvolvimento dos frutos e graças do Espírito Santo, a promessa do Senhor foi cumprida nele: ‘Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.’ — 2 Pedro 1:5-8." — The Watch Tower (A Sentinela), 1.° de dezembro de 1916, p. 356.

Ao contrário dos maçons, Russell cria integralmente na Bíblia como palavra de Deus, rejeitou conceitos comuns como o da teoria da prosperidade, a trindade, a imortalidade da alma e do inferno de fogo. Não só rejeitou as idéias evolucionistas de Darwin como as combateu veementemente com o Fotodrama da Criação. Russell não se escondeu por trás de uma sociedade secreta, mas se expôs correndo os quatro cantos da América para divulgar a palavra de Deus, inclusive pregando em templos de outras religiões, quando se era permitido. Quando faleceu, toda sua fortuna foi destinada por Testamento para a Sociedade Torre de Vigia com o propósito único que fosse utilizada para pregar a palavra de Jeová por toda a terra.

Você pode pesquisar sobre os trabalhos e atividades da maçonaria na internet e não encontrará nenhuma relação com tudo aquilo que Russell promoveu ao ajudar a restabelecer a verdadeira adoração de Jeová na terra. Nada, simplesmente nada do que é promovido hoje pelas Testemunhas de Jeová possui qualquer similaridade ou afinidade com as atividades praticadas pela maçonaria.


Russell atribuía autoridade total às Escrituras
e dedicação integral à obra de pregação.
Prática não comum aos maçons.



E quanto a cruz, a coroa e o cavaleiro que aparecia nas revistas Sentinela que alguns supostamente atribuem a símbolos maçons? Explicarei mais tarde, para não ficar um texto longo e cansativo.

domingo, 6 de setembro de 2009

C. T. Russell e as Pirâmides


O QUE É PIRAMIDOLOGIA?

É o estudo sobre as pirâmides. As pessoas que praticam a piramidologia acreditam basicamente que as pirâmides exercem uma influência espiritual nas pessoas transmitindo-lhes uma energia positiva. Acreditam que as pirâmides é a grande aliança estabelecida pela sabedoria, em forma de calendário litografado em pedra com a fórmula e matemática do universo, percebida pela ilusão da baixa freqüência do sistema vibracional onde as pessoas se manifestam menos que a luz. Entendeu? Nem eu!

CHARLES TAZE RUSSELL ERA UM PIRAMIDOLOGISTA?

Não. Embora as pirâmides despertasse uma grande curiosidade ao "Pastor Russell", ele não era um adorador das pirâmides e nem acreditava que elas exerciam um influência espiritual nas pessoas dando-lhes luz ou energia positiva. C.T. Russell estudava as pirâmides como um ponto de partida para o cumprimento de profecias da Bíblia que pudesse revelar mais sobre a verdadeira adoração de Deus, uma vez que na visão dele, tanto católicos como protestantes estavam longe de praticar. Na sua visão as pirâmides não era o foco, mas o meio.


O QUE RUSSELL ESCREVEU SOBRE AS PIRÂMIDES?

Em 1886 Charles Taze Russell começou a escrever série de sete livros o qual o primeiro número se chamava "O Plano Divino das Eras". Este livro continha, entre outras coisas, uma tabela baseada na grande pirâmide do Egito relacionando suas formas às eras da humanidade. C.T. Russell partia da premissa de que essa piramide tinha uma relação com o cumprimento das promessas de Jeová por causa do texto de Isaías 19:19,20 que diz: "Naquele dia virá a haver um altar a Jeová no meio da terra do Egito, e uma coluna a Jeová ao lado do seu termo. E terá de mostrar ser como sinal e como testemunha para Jeová dos exércitos na terra do Egito". Então os irmãos daquela época faziam relações entre as medidas da pirâmide com passagens bíblicas e à base disso tentavam previr a "grande tribulação" ou o dia em que seriam arrebatados.


"C.T. "Russell não adorava pirâmides
e nem achava que elas tinha um poder energizante;
antes, ele apenas acreditava que elas faziam parte de um cumprimento bíblico que enfatizava a
adoração ao único Deus verdadeiro, o Senhor Jeová"



AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ POSSUEM RAIZES NA PIRAMIDOLOGIA?

Não. Para começar, não consideramos C.T. Russell como fundador das Testemunhas de Jeová. Russell deu inicio, junto com seu pai e alguns associados, a um grupo chamado "The Bible Student's Association" (Associação de Estudantes da Bíblia) que tinha como objetivo, não formar uma nova religião, mas estudar de forma sincera as Escrituras e encontrar a verdade e não apenas adpatá-la a tradições como faziam as outras religiões. Em 1879 a Torre do Vigia de Sião foi formada, mais tarde conhecida como Sociedade Watch Tower Bible and Tract (Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados). Esta Sociedade não era considerada a autoridade central para os seguidores de Russell, pois apesar de haver a revista "The Watch Tower", todas as congregações que cooperavam com eles se aderiam estreitamente a sua própria autonomia particular e todas eram adaptadas aos costumes da região. A Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados só serviu para coordenar as atividades das várias congregações, que tinha a esposa de Russell, Maria, como principal coordenadora. Entendemos que àquela época a luz ainda era difusa e as passagens bíblicas permitiam várias interpretações. Russell tinha como objetivo estudar essas passagens e teve muita influência externa, principalmente de líderes adventistas que o ajudaram em algumas de suas teorias.

Após sua morte em 1916, sob a administração de Joseph F. Rutherford, os "estudantes da bíblia" passaram por muitas reformas e esclarecimentos que incluíam uma reestruturação total da hierarquia administrativa. Houve uma revisão completa nos conceitos estabelecidos por Russell e uma das primeiras a serem questionadas foi a teoria de que a Grande Pirâmide do Egito tinha alguma participação nos propósitos de Deus na terra. Esses estudos levaram cerca de 12 anos e foram concluídos em 1928. Muitos que seguiam, admiravam e até idolatravam C.T. Russell se rebelaram e tentaram questionar juridicamente a legitimidade da nova equipe de Rutherford, mas após serem vencidos na Justiça, se separaram formando um grupo religioso destacado que acabou não vingando, mas dando vários combustiveis para os atuais apóstatas.

Enquanto isso os "Estudantes da Bíblia" continuaram em busca da verdade e esclarecimentos, cuja estrutura foi se modificando até 1931, quando passaram a se chamar oficialmente Testemunhas de Jeová. Desta forma nossas crenças não possuem nenhuma ligação com a piramidologia e nem mais com as teorias criadas por Russell sobre as pirâmides, embora tenhamos uma profunda gratidão pelas ações feitas por Russell que iniciou a reorganização da verdadeira adoração na terra. (Proclamadores do Reino, Cap.6, Pag.61 e Cap.28, Pag.624 ).

"EU NÃO SABIA DESSA HISTÓRIA!"

Não por falta de esclarecimento. As publicações do Escravo Fiel e Discreto já mencionaram sobre os trabalhos de C.T. Russell e o conteúdo do livro "O Plano Divino das Eras", entretanto, como se trata de uma idéia em desuso, não tem porque as publicações mencionaram isso vez por vez. A Sentinela de 01.01.1990 fez uma ampla reportagem no artigo "Servimos junto com o Vigia" e o livro "Proclamadores do Reino" faz uma descrição detalhada da vida e do trabalho do "Pastor Russell." Você precisa ler mais as publicações. Além disso o conhecimento de Russell era ainda muito limitado, afinal, os lampejos da verdade sempre foi fornecida por Jeová aos seus servos de modo gradativo. Lembre-se que o único conhecimento sobre Jeová que servos antigos como Abel, Enoque, Abraãao e José tinham é que ele era Deus, e só. Comparados a Salomão, Davi e a Samuel, ele eram quase "analfabetos espirituais", centrados apenas em sua fé.

Em 1º de dezembro de 1928, por meio da revista "A Sentinela", o escrevo fiel e discreto esclareceu que Jeová não precisava de um monumento de pedra, construído por faraós pagãos e contendo demoníacos signos de astrologia, para confirmar o testemunho dado na Bíblia. Antes, via-se que a profecia de Isaías tinha uma aplicação espiritual e a partir dali toda e qualquer referência a pirâmides foi demovida dos então "Estudantes da Bíblia". Hoje, toda e qualquer crença das Testemunhas de Jeová, adquirida) por meio dos lampejos de luz (Proverbios 4:18) não possui nenhuma relação com interpretação de pirâmides e com as idéias estabelecidas por Russell no livro "O Plano Divino das Eras".

O Livro "Proclamadores do Reino relatam" é uma leitura obrigatória para todos que desejam conhecer a história de sua Organização sem ser apanhado de surpresa por acusações desvirtuadas de apóstatas e evangélicos mal intencionados.

É VERDADE QUE O TÚMULO DE RUSSELL É NUM FORMATO DE UMA PIRÂMIDE?

Sim, é verdade. Parece que alguns seguidores de Russell na época construíram seu túmulo em formato de pirâmide, afirmando que esta tinha sido um desejo do mesmo deixado em testamento. Isso não é nenhuma surpresa tendo em vista que até a sua morte, a idéia de que a pirâmide de Gizé tinha relação com os propósitos de Deus na terra, segundo Russell no volume "O Plano Divino das Eras", era aceita.

MAS QUANDO HOUVE O ESCLARECIMENTO EM 1928, PORQUE OS IRMÃOS NÃO DESTRUÍRAM O TÚMULO?

O livro Proclamadores do Reino informa que C.T. Russell foi enterrado num terreno do escritório de Allegheny, condado de Pitsburgh. O terreno faz vizinhança com Centro Maçônico de Allegheny, que ajudou a criar os boatos de que Russell seria maçon.

O túmulo de Russell continua até hoje intacto por três motivos básico:

(1) MOTIVOS LEGAIS: O túmulo de Russell foi construído após orientações deixadas em um Testamento, documento legal e jurídico. A destruição de algo estabelecido por testamento é considerado uma violação legal que poderia trazer consequências jurídicas para a Sociedade Torre de Vigia de Pensilvania, EUA;

(2) RESPEITO pela memória de Russell; afinal, qual valia teria hoje solicitar a destruição de um túmulo? O que isso poderia trazer para a proclamação das boas novas. Poderia se tornar até mesmo um vitupério ao nome de Jeová, pedra de tropeço, para aqueles que seguem tradições e acreditam que os mortos devem ser respeitados. Isso traria um destaque negativo, acabando pode dar valor demasiado a uma discussão irrelevante;

(3) TURISMO: Sim, por incrível que pareça, o túmulo do "Pastor Russell" é um dos locais mais visitados em Allegheny considerado um monumento histórico. Charles Russell se tornou "um lider religioso" conhecido, e ainda existem pessoas que hoje o admiram e formaram várias seitas à base de suas idéias. Estas mesmas pessoas, incluindo Testemunhas de Jeová curiosas, costumam visitar anualmente o local e portanto, para a prefeitura do pequeno condado de Allegheny, destruir o túmulo-pirâmide, seria impensável.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Russell não foi um adúltero


Charles T. Russell e sua esposa Maria Ackley



A primeira grande acusação ao "Pastor Russell" foi de que ele teria tido um caso fora do seu casamento, o que naquela época, fim do século IX, era um crime não só moral e religioso - levando em consideração que Russell havia se tornado um famoso lider religioso - como também civil.

Charles Taze Russell casou em 1879 com Maria Frances Ackley, que se tornou conhecida simplesmente como a Sra. Russell. Maria se tornou uma grande ajudadora de Russell e ajudou-o a formar congregações, efetuar visitas de pastoreio e fortalecer os irmãos. Com o tempo, porém, Maria passou a mudar de atitude. O anuário de 1976, sobre os Estados Unidos, relatou:

"A Sra. Russell era diretora da Sociedade Torre de Vigia (EUA) e servia como sua secretária e tesoureira por alguns anos. Era também contribuinte regular para as colunas da Torre de Vigia de Sião e, por certo tempo, era editora-associada do periódico. Com o tempo, procurou ter voz mais ativa no que devia ser publicado na Torre de Vigia. Tal ambição era comparável à de Miriã, irmã de Moisés, que se levantou contra seu irmão qual líder de Israel sob Deus, e tentou fazer-se proeminente — um proceder que teve a desaprovação divina. — Núm. 12:1-15"

Parece que Maria foi influenciada por alguns falsos irmãos opositores de Russell que instigou seu ego com discursos feministas e ela passou a querer mais destaques e ter uma voz mais ativa na Organização. Costumava criticar as matérias de outros irmãos, inclusive do próprio marido, feito à revista WATCHTOWER e embora ainda defendesse as idéias de Russell, passou a exigir e demonstrar mais autoridade. Desta forma, quando Charles T. Russell tomou medidas para cortar suas atitudes, o casamento acabou entrando em declínio e finalmente em 1887 ela se separou do seu marido e se afastando da Sociedade Torre de Vigia.

Isso deu mais combustivel aos opositores que utilizou o método da difamação para desestabilizar o trabalho de Russell, sobretudo com o sucesso do Fotodrama da Criação. Jornais e membros do clero e pastores de igrejas protestantes tradicionais individualmente insinuaram, depois da sua separação legal em 1906, que ele era um adúltero e que este tinha sido o motivo da separação. Contudo, isso se tornou uma mentira descarada uma vez que a principal vítima, Maria Ackley, havia negado isso, inclusive em Juízo. Os autos do processo de divórcio foram claros, indicando que tais acusações eram falsas. O próprio advogado dela perguntou à sra. Russell se ela achava que seu marido era culpado de adultério. Ela respondeu: "Não."

Alguns anos mais tarde, em 1915, algum opositor vasculhava a vida de Charles T. Russell e escreveu ao Juiz James Macfarlane, solicitando uma cópia dos autos do processo de divórcio. O Juiz respondeu-o dizendo que era perda de tempo e dinheiro a busca de alguma prova do adultério. Ele disse "A base do pedido dela e da sentença no veredicto do júri foi ‘indignidades’ e não adultério, e a prova testemunhal, segundo eu sei, não mostra que Russell levava ‘uma vida adúltera com uma co-ré’. De fato, não havia co-ré."

"O próprio reconhecimento tardio de Maria Russell veio nos funerais do irmão Russell no Carnegie Hall, em Pittsburgh, em 1916. Usando um véu, ela seguiu pelo corredor até o esquife e depositou ali um buquê de lírios-do-vale. Fixa nele havia uma fita com os dizeres: "Ao Meu Amado Esposo." (Anuário 1976, Estados Unidos)