quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Saudades... BIA



"E tomou uma criancinha, postou-a no meio deles, e, pondo os seus braços em volta dela, disse-lhes: “Todo aquele que receber uma dessas criancinhas à base do meu nome, a mim me recebe;"

(Marcos 9:36,37)












"Eu sou a ressurreição e a vida.
Quem exercer fé em mim, ainda que morra,
passará a viver."

(João 11:25)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Foi se um anjo...




As 19 horas de hoje, Bia não resistiu a sua terceira parada cardíaca.
O enterro deverá ser realizado amanhã no cemitério do Gama-DF ou Luziânia-GO.

Vai uma estrelinha, um anjinho para a memória de Jeová.

Noticias de Bia


É incrível como algumas coisas acontecem. Num dia o mundo parece estar em flores num lindo dia de sol, e noutro escurecer numa neblima tão seca, pesada e escura que nada lembre o dia anterior. Na luta pela sobrevivência minha sobrinha parece estar perdendo. Na sexta-feira ela teve um convulsão e sua barriga voltou a inchar. Levada às pressas para a UTI do Hospital de Base de Brasília, os médicos não conseguiram identificar e nem amenizar o inchaço por meio de medicamentos. No domingo Bia teve que voltar à mesa cirúrgica.

No domingo, cheguei ao hospital às 15 horas, uma hora depois de iniciado a cirurgia. O médico cirurgião conversou com minha irmã, disse que o estado dela era grave e que Bia poderia sequer voltar com vida da mesa cirúrgica. Encontrei minha irmã aos prantos e questionei até que ponto os médicos devem ser tão sinceros e realistas ou se deveriam no mínimo tentar passar tranquilidade e esperança aos familiares de seus pacientes. Enfim, essa parte da ética fica para as consciências dos envolvidos.

Após 3:20 horas de cirurgia, BIa voltou sedada, com menos 15 cm de intestino e uma infecção generalizada que mantém sua taxa de plaquetas e hemoglobina bastante baixo, que nem as transfusões de sangue aplicadas - após a Assistente Social do hospital ameaçar conseguir um mandato judicial tirando a guarda provisória de minha irmã - conseguem reagir. Após uma nova conversa, mais uma vez Bia foi desenganada pelos médicos.

Agora ela está tentando se recuperar na UTI do HBDF, à base de medicamentos e estimulantes para o seu coração. Imagine, há duas semanas seu problema era justamente a arritimia que preocupava, agora é as batidas do seu coração que parecem se esforçar a levar o sangue para seu corpinho de pouco mais de 50cm.

È incrível como tantas coisas passam em nossa cabeça. Erro médico, falta de cuidados necessários ou apenas consequencia de um problema de saúde que estava acontecendo normalmente. É, como disse no inicio, é incrível como algumas coisas acontecem.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Perdendo a batalha...

Logo após a cirurgia os médicos fizeram uma nova bateria de exames e constatou que Bia continuava muito anêmica. Uma das médicas, Dra. Melinda, que colabora com a COLIH demonstrou preocupação mas informou a minha irmã que continuaria o tratamento com o EPO. Durante 03 dias Bia não reagiu ao medicamento, que até como os irmãos da COLIH alertaram, os efeitos costumam demorar. No quarto dia Bia, diante da anemia forte e uma infecção no estômago passou a ter arritimia cardíaca. Depois de muita conversa, Dra. Melina, disse que esperaria mais um dia para ver o efeito do EPO.

No domingo à noite, um novo médico no plantão, após examinar os exames da Bia e verificar a arritimia cardíaca decidiu que iria transfundir sangue na menina. Desta vez os irmãos da COLIH agiram rápido e logo estavam conversando com a equipe médica do hospital. A Dra. Milinda, que tinha nos dado seu telefone particular se dirigiu ao hospital, tentou convencer os demais médicos, mas no fim, prevaleceu o desejo da equipe médica.

Para não dizer que o estrago foi grande, a equipe acatou o nosso pedido de aplicar o mínimo de sangue possível e apenas 40ml de sangue foi aplicado em dois dias seguidos. Felizmente, e por ironia do capeta, Bia começou a reagir após a transfusão de sangue multiplicando o número de hemoglobinas. Agora ela está se recuperando e tem previsão de alta no dia 22.

...mas ainda não a guerra!

Bem, Jeová sabe o quanto tentamos e o quanto minha irmã foi forte e decidida quanto à sua posição. Graças ao diabo, o sangue foi transfundido, mas graças a Jeová, ela viverá para crescer, firme, forte e e tornar uma serva do Deus Altíssimo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A luta e vida de Bia



QUINTA-FEIRA, Dia 03


09:00hs - Minha familia chegam à Brasilia. Mãe, irmã mais nova, cunhado, sobrinho e minha irmã mais velha, Silvia, com sua filhinha Suellen Beatriz, a Bia, de apenas 03 meses. Há cerca de uma semana a menina vinha ficando inquieta, chorava muito e ao chegar em minha casa começou a apresentar diarréia.

14:00hs - Meu irmão levam-nas para sua casa em Luziania-GO.

15:30hs - A menina piora, chora muito e por insistência de minha cunhada, que é enfermeira, decidem levá-la para o Hospital de Luziânia-GO.

20:00hs - Os médicos decidem remover a Bia para o Hospital Regional do Gama-DF pois acreditam que não se trata de um caso simples de diarréia e pelo fato da menina apresentar sinais de anemia. É colocada no soro.

22:00hs - Depois de vários exames os médicos do Gama não conseguem identificar o problema. A menina não defeca e nem urina, então acreditam que ela estaria com alguma infecção intestinal. Recebe remédios e tratamentos para combater a enfermidade e é alimentada por soro.

SEXTA-FEIRA, Dia 04

Dia 04 - 08:00hs - Bia continua a não apresentar melhoras. É levada para uma nova bateria de exames que descobre que algo está impedindo a passagem das fezes e urina.

16:00hs - Os exames não revelam nenhuma anormalidade o que intrigam os médicos. Continua tomar medicamentos para infecção intestinal e soro.

21:00hs - Começa o casamento de meu irmão, mas minha irmã Silvia e Bia estão no hospital.

SÁBADO, Dia 05

17:00hs - Uma médica assume o plantão e decide rever os resultados do exame. Intrigada desconfia não se trarar de uma infecção intestinal, mas de uma apendicite, o que seria um caso raro e grave por se tratar de um recém nascido. Decide transferir Bia para o Hospital Infantil de Brasilia por acreditar que haveria necessidade de intervenção cirúrgica.

20:00hs - Novos exames não detectam nenhuma anormalidade e nem a presença de um apendicite. Os médicos decidem fazer uma cirurgia de emergência. Minha irmã se identifica como Testemunha de Jeová e solicita que seja aplicado um expansor de plasma no lugar da transfusão de sangue. Começa a batalha pois os médicos rispidamente dizem que "farão o que for possivel para que a menina sobreviva". Oriento a minha irmã por telefone a questionar sobre a taxa de hemoglobina e a necessidade da aplicação do sangue, mas os enfermeiros desconversam, justificando que ela está anemica e por isso precisa do sangue e que o hospital não dispoe dos remédios expansores do sangue.

20:10hs - Ligo para um dos anciãos, que por sua vez acionam um membro da COLIH, porém o mesmo está em reunião e não pode atender no momento.

20:30hs - Dois enfermeiros e o médico descem para "conversar" com minha irmã. Apelando para os mesmos clichês tentam persuadi-la sobre o uso do sangue. Perguntam se ela vai deixar a filha morrer, criticam a nossa fé e acentuam mais uma vez que aplicarão sangue se for necessário. Minha irmã entra em desespero, nervosa, grita com os médicos. Minha mãe consegue burlar a segurança, entra no quarto, entra na discussão, mas o médico e enfermeiro continuam irredutíveis.

20:40hs - Ligamos mais uma vez para o ancião, que por sua vez liga para o membro da COLIH, que ainda estava em reunião.

21:00hs - Minha mãe é "convidada" a sair do quarto do hospital.

21:17hs - O diretor desce para falar com minha irmã, tranquiliza-a dizendo que discutirá com os médicos a questão do sangue. De longe, minha irmã vê os médicos gesticulando revoltados como se não aceitasse fazer a cirurgia sem que a menina estivesse com uma taxa aceitável de hemoglobina. O diretor retorna, conversa com minha irmã, explica os riscos envolvidos e pede uma autorização informal de fazer a cirurgia sem a aplicação da transfusão de sangue antes. Minha irmã diz que tem toda certeza de que tudo ocorrerá bem porque é Jeová o nosso Deus e ele vai estar acompanhando os médicos durante a cirurgia. O diretor lamenta mas diz que fará de tudo para que não seja aplicado o sangue, mas se os médicos decidirem, infelizmente nada poderá fazer pois para "o hospital a saúde da criança vem em primeiro lugar".

22:00hs, aproximadamente - Começa a cirurgia.

22:30hs ...

23:20hs ...

23:40hs ...

DOMINGO, Dia 06.

00:10hs - Termina a cirurgia, Bia é levada ao quarto "acordando" da anestesia e enquanto isso a Enfermeira-Chefe com um sorriso no rosto diz para minha irmã que a cirurgia foi um sucesso e que não houve a necessidade de aplicação de sangue apesar do quadro de anemia. Bia tinha parte do intestino necrosado, cerca de 10cm, que fora extirpado na cirurgia. Mas Bia continuava anêmica e a ameaça da transfusão ainda era constante.

08:00hs - Bia é levada para exames, continua anêmica e a enfermeira diz que talvez será necessário a aplicação de sangue. Minha irmã dessa vez mais calma conversa com os médicos que decidem aguardar mais um pouco e ver se a taxa de hemoglobina aumenta.

16:00hs - Entro em contato com um ancião que por sua vez contata o mebro da COLIH. Desta vez ele liga para minha irmã e informa que na segunda-feira estará indo falar com os médicos.


SEGUNDA, Dia 07

14:00hs - Dois anciãos, membros da COLIH conversam com a equipe médica, falam dos tratamentos alternativos e dos expansores de plasma. O Hospital informa que não possui nenhum dos medicamentos relacionados e a COLIH doa os medicamento EPO para o tratamento de Bia. O hospital diz que o estado da menina é estável, com alguma melhora, e aceita utilizar o tratamento alternativo.

20:00hs - Bia começa a apresentar sinais de melhora e fortalecimento. Ainda está no soro e utilza sonda, mas a cor verde roxo começa a dar vez ao tom rosado.


TERÇA, Dia 08

15:00hs - Os médicos retiram a sonda de Bia. O Hospital Infantil de Brasilia faz o pedido ao GDF do medicamento EPO.

20:00hs - Os médicos retiram o soro e Bia começa a beber 100ml de suco de laranja a cada 4 horas.

QUARTA, Dia 09

10:27hs - Bia mama pela primeira vez depois de uma semana e quatro dias depois da cirurgia.

16:30hs - Recebe a visita do tio André, agitada, alegre, firme e forte. Consegue até sorrir.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

There's a Possibility





There's a Possibility
There's a Possibility
All that I had was all I'm gonna get

So tell me when you hear my heart stop
You're the only one that knows
Tell me when you hear my silence
There's a possibility I wouldn't know

+ Likke Li +

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Casamento de meu irmão


Meu cunhado, minha irmã e minha filha



Eu e minha mãe



Eu e minha esposa fazendo pose pra foto



Fotinha básica com as damas de honra



Momento de oração



Discurso básico



Eu, minha esposa e minha filha