quinta-feira, 19 de agosto de 2010

LÍNGUAS


“Toda terra continuava a ter um só idioma
e um só grupo de palavras”
- Gênesis 11:11



Qual será a “língua” do povo de Jeová no novo mundo? Embora a Bíblia não seja clara quanto a esta informação, acho que não existe nada demais em divagar um pouco. Alguns chutam que voltaremos a usar como por osmose espiritual a velha língua hebraica falada por nossos “pais” Adão e Eva, “como Jeová queria desde o princípio”. Outros acham que falaremos a língua que seja mais popular quando o armagedom chegar. Mas qual estabelecer a língua popular? É sabido que a língua inglesa é a hoje a linguagem universal, então será que finalmente o povo falará a língua das canções pop e dos filmes de Hollywood?

Talvez eu seja apedrejado mas gostaria que todos falassem a língua portuguesa. Para mim a língua mais linda de todos os lugares. Mas também gostaria que escrevêssemos em japonês e nos "desenhos" chineses. Poderíamos continuar falando algumas palavras lindas em francês. E o latim? Porque não? Poderíamos falar em italiano, bonjorno?

No fundo mesmo, gostaria que todos nós mantivéssemos as nossas línguas pátrias, mas como num processo inverso ao que aconteceu em Babel, que por milagre todos nós passássemos a entender plenamente o que cada um falasse, mesmo que em suas próprias línguas. Mas antes que chamem de qualquer coisa, é apenas devaneios meus.

O mais importante claro é que hoje falamos uma língua pura espiritual muito mais importante e bela que todas — a verdade sobre Jeová, nosso Deus e seus propósitos para o futuro. Um futuro aonde independe de raça ou nacionalidade - Sofonias 3:9.

sábado, 14 de agosto de 2010

A VARA DA DISCIPLINA E A LEI DA PALMADA


"A tolice está ligada ao coração do rapaz;
a vara da disciplina é a que a removerá para longe dele."
— Provérbios 22:15.




Mês passado a câmara dos deputados aprovou a Lei da Palmada - uma modificação do Estatuto da Criança e do Adolescente no artigo 18 - e agora falta apenas a sanção do presidente Molusco da Silva para vingar. A Lei, como era de se esperar, está causando polêmica. Embora ela tenha um objetivo nobre que é coibir a violência contra a criança (embora isso já seja previsto no Código Penal e no Código Civil), o adicional dessa nova Lei é que ela configura qualquer ação física dos pais, inclusive os tapinhas e as palmadas, como crime.

A Lei foi criada ouvindo uma renca de seguidores da nova psicologia moderna que tem ensinado que qualquer punição física à uma criança ou adolescente, mesmo uma pequena palmada, causa um trauma emocional. Mesmo que as evidências mostrem que a atual juventude da "conversa" tenha se tornado rebelde, violenta e possua um histórico impressionante de desvios de padrões morais em relação aos filhos da surra e da palmatória.

Por exemplo, no programa da GNT Supermommy, uma psicóloga disse que não basta dizer para uma criança de 2 anos que ela não deve tocar na boca do fogão pois ela não entenderá. É preciso mostrar para ela que tocar vai prejudicá-la. Então o que ela aconselha? Chame a criança e diga "aqui não, dói!" e dê um tapinha na mão dela. A criança vai entender que tocar na boca do fogão é dolorido e não vai nem chegar perto. Simples? Pois é, a Lei da Palmada estabelece que até isso pode dar cadeia para os pais. O pai que der uns tapinhas na criança para que ela não enfie a mão na tomada elétrica, pode ser punido com advertências, multas ou até mesmo ser acompanhado de perto pelo conselho tutelar.

É óbvio que a intenção da Lei é bem vinda, afinal os casos de espancamento de crianças cresce no país, entretanto, punição a este tipo de ato já existe no código penal. O ruim dessa Lei é que ela se intromete na educação familiar, que para alguns pais, inclui a palmada do ponto de vista pedagógico. O que fazer para acalmar a criança birrenta, que grita, esperneia e se joga no chão loucamente? "Não meu filho, vamos conversar..." A Lei quer criar um monte de mães moles.

A Lei se intromete na educação familiar e cria situações bizarras como a de um filho que denunciou a mãe ao conselho tutelar só porque ela o flagrou fumando maconha e por causa disso lhe deu uma bela de uma surra. A mãe foi presa e o filho agora pode fumar maconha à vontade no CIAGO (a FEBEM de Brasília)!!!

Para nós, cristãos, a Lei é ainda mais controversa porque ela vai de encontro a um preceito bíblico que estabelece que a "vara" pode ser aplicável em alguns casos. E agora, a Bíblia estava errada?

Vale frizar que o conceito da Bíblia sobre a "vara da disciplina" mencionado em Provérbios não significa necessariamente que a Bíblia aprova o espancamento de crianças. Embora Jeová nunca mude, não se deve desconsiderar o contexto histórico e cultural. Nos dias de Israel a disciplina aos filhos envolvia entre outras coisas a punição física com varas, que na época tinha o efeito de corrigir o erro. Mas será que a "vara" era a primeira e única solução? Como o próprio nome da Bíblia diz, o livro de Provérbios faz parte de uma coleção de livrinhos que se completam. Nos dias de Israel os pais eram alertados a aconselharem seus filhos, conversarem com eles e transmitir preceitos de moral e virtude, entre outros. Assim, a "vara" só deveria ser aplicada se todos os métodos de ensino estivessem esgotados. - Deuteronômio 6:5-9; Provérbios 22:6; Efésios 6:4; Colossenses 3:21.

À base disso, hoje, os pais Testemunhas de Jeová são orientados a criar seus filhos dentro da "regulação mental" de Deus, orientando-os com carinho, amor, dedicação e paciência. Os jovens são levados à uma reunião o qual poderão conhecer e se juntar a outros jovens que são criados da mesma forma. Mas a Bíblia alerta que em alguns casos, talvez a conversa não seja suficiente para regular um coração rebelde. Alguns pais, então, acreditam que a punição física pedagógica seja a solução.

Vou contar meu exemplo: meu pai nunca me bateu. Já minha mãe a mão dela rolava solta nas minhas costas. Durante minha adolescência tomei duas surras inesquecíveis, sendo que numa delas, de mangueira! Isso fez com que odiasse minha mãe? Isso me tornou um jovem traumatizado e fora da lei? Jamais! Sabia que todas as surras e tapas que tomei eram merecidas e agradeço a elas por ter me tornado o homem honesto que sou hoje. Amo minha mãe de todo meu coração. Toda vez que pensava em fazer alguma coisa errada eu pensava na surra que poderia levar de minha mãe.

Hoje em dia temos uma juventude estragada pela "conversa". Meninos e meninas que não respeitam mais ninguém, cheios de vontade, mimados, sem noção do que é certo e errado, tudo por causa da maldita psicologia moderna. Criaram pais inúteis ou molengas que acham que uma conversinha com os filhos já o tiraram da responsabilidade do seus atos. "Meu filho foi preso? Ah, fiz o que pude... conversei com ele".

Se a Lei for finalmente sancionada, o presidente Molusco e suas bravatas vão ganhar novamente. Como um irmão costuma me dizer, isso é apenas para cumprir os tipos de pessoas mencionadas pelo apóstolo Paulo em 2 Timóteo 3:1-5. Enfim, só me resta dizer: “Amém! Vem, Senhor Jesus.”
(Rev.22:20)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

CONGRESSO

Povo, o meu será nos dias 20-22 de agosto. Até lá não quero saber as novidades, não quero saber quais foram os lançamentos, não quero saber de nada. Por favor, eu sei que a língua coça pra contar uma novidade, eu também sou assim, mas eu mereço não é?

THANKS!!


terça-feira, 3 de agosto de 2010

ROUBO INVISÍVEL

Semana passada, ao falar da música “Solidão” de Milionário e José Rico, mencionei que o tinha baixado a musica da internet. Como ninguém deixa escapar nada, logo fui questionado por um irmão se isso era correto. Admito, que fiquei meio sem graça, afinal, como diz a matéria “Roubo Invisível” da revista A Sentinela a regra é clara: a pessoa que baixa música, filme ou séries na internet estaria violando o código de Copyright. O maninho que usa um programa de computador sem licença estaria também violando o princípio bíblico da honestidade.

Entretanto, essa questão é algo muito difícil de se debater pelas circunstâncias atenuantes que tem permitido um batalhão de discussões pelo mundo à fora, fazendo com que inclusive a própria Justiça não tenha uma posição definida sobre algumas situações. Mas independente disso, como irmãos, temos que fazer o que é certo. O problema é quando o limite sobre o que fere, ou não, a Lei dos direitos autorais se torna tênue.

Por exemplo: usar programa de computador pirata é errado, certo? Mas sabia que possivelmente você, e milhares de irmãos, devem estar utilizando um neste momento? Se seu computador foi comprado numa loja de eletrodomésticos deve ter verificado que ele veio apenas com a edição Started Edition, que nada mais é do que o Sistema Operacional puro e simples. Assim você precisou levar para um “amigo” ou alguma loja de informática para instalar o pacote Office, correto? E se seu computador “deu pau” alguma vez e você levou para uma loja ou o mesmo amigo para formatá-lo e reinstalar os aplicativos? Bem, se você não desembolsou no mínimo R$ 400,00 para comprar um pacote Office e/ou o sistema operacional Windows que ele instalou em seu micro, então, você está usando um programa pirata!

Sim, os técnicos de manutenção de computadores utilizam programas piratas com licenças genéricas ou hackeadas para permitir a instalação de um mesmo pacote em vários computadores diferentes. Você compraria um carro roubado, lhe vendido com uma placa trocada e inclusive com nota fiscal, mas sabendo que é roubado? A situação é a mesma, mas observou como toma um contornos diferentes quando é colocado nesta situação? Então, antes de criticar alguém por usar um programa de computador pirata, compre o pacote original e peça para instalar em seu computador agora mesmo.

Na questão de baixar músicas ou série, a discussão se torna ainda mais infindável devido às situações circunstanciais. No início da década de 90 um telefone residencial custava quase quatro salários mínimos. Depois da privatização das telecomunicações e a concorrência, as operadoras instalam hoje telefones quase de graça, cobrando apenas os serviços de utilização. Porque isso aconteceu? Porque as circunstâncias mudaram e as operadores tiveram que se adaptar.

Antes quando uma série era exibida nos Estados Unidos na TV ABERTA, éramos reféns da “boa vontade” das nossas emissoras que poderiam comprar, ou não, aquela série, e ainda assim ser exibida com quase dois anos de atraso desde a primeira exibição. Hoje, é diferente, graças a globalização e a popularização da internet. Quando uma emissora de TV ABERTA (vale frizar, mais uma vez), exibe uma série ela está disponibilizando suas imagens para o público em geral que possui permissão para copiar e distribuir para seus amigos, desde que isso não gere lucro. A maioria dos sites e comunidades de seriados faz isso: copiam e colocam legendas sem ganhar um centavo por isso, só a satisfação de popularizar a sua série favorita. Quando você baixa essas séries para o seu consumo não está cometendo crime algum nem lá, como aqui no Brasil.

É claro que emissoras como Record e Globo, que compram essas séries depois para exibir no Brasil, se sentem prejudicadas, mas isso é problema administrativo delas. Quem sabe aprendem a comprar e exibir as séries quase que ininterruptamente? Veja o caso do canal AXN, a série LOST foram exibidas com um atraso de apenas 2 semanas e por causa disso sua audiência aumentou em 30%, já para muitos, assistir no conforto de sua TV, com uma boa imagem de definição é melhor do que ver na tela do computador.

Quantos as músicas, entendo que a situação é mais complicada, pois temos leis específicas sobre a utilização dela. É sabido, entretanto, que quem mais chia são as gravadoras que ao contrário das operadores de telefonia, não se permitiram adaptar às novas regras de mercado. Se há 20 anos, vender CD já não era a principal fonte de renda dos cantores, imagine hoje aonde baixar músicas não é só popular, como é incentivado, inclusive por artistas e bandas em inicio de carreira que utiliza dessa fórmula para se tornarem conhecidos? É coerente e justo que uma banda que começou sua carreira distribuindo gratuitamente suas músicas de graça na internet, venha cobrar algumas coisas depois de famoso? Enfim, questões que suscitam muita discussão.

Mas alguns casos são relevantes informar: as novas bandas de sucesso são crias da internet, começaram colocando músicas na rede e lucram tão somente pelo preço (que não é barato) dos ingressos dos shows. Bandas consagradas como Radiohead, Pearl Jam, Prince entre outros, disponibilizaram seus novos álbuns pela internet e vivem somente dos shows. Enquanto isso, bandas tradicionais que tentaram conter o avanço dos downloads, inclusive ameaçando com processos juridicos, como Metallica e a minha linda Lilly Allen, entre outros, caíram na antipatia dos seus fãs, e por isso mesmo, vivem agora no ostracismo.

Infelizmente, para quem trabalha com tecnologia, a coisa é mais complicada ainda. Se fôssemos levar ao pé da letra, não existiriam hoje tantos técnicos em informação, sistemas da informação e seus conseqüentes analistas de sistemas, pois pouquíssimas pessoas teriam como arcar com cerca de R$ 2.000,00 por mês para bancar a compra de aplicativos, upgrades, drivers, periféricos e afins, originais. Utilizar programas hackeados entre esses é mais comum do que a franjinhas e a cara de choro nos emos.

Mas enfim, somos Testemunhas de Jeová, e precisamos viver sob os princípios bíblicos de honestidade. Mas acredite irmãos, antes de tecer qualquer comentário sobre o assunto, é preciso avaliar bem a situação, pois você pode estar comentando algo, que pratica, ou que alguém bem próximo de você, esteja praticando. Por isso o assunto é polêmico.