quarta-feira, 27 de maio de 2015

VOCÊS ESTÃO SENDO VISITADOS?

Todos os anciãos possuem a seguinte informação:

"No máximo uma vez por ano, o corpo de anciãos deve verificar se há tais pessoas morando em seu território. Os anciãos considerariam os que foram expulsos há mais de um ano. Segundo as circunstâncias, se for apropriado, eles designarão dois anciãos (de preferência conhecedores da situação) para visitar tal indivíduo. Não se visitará alguém que manifeste uma atitude crítica, perigosa, ou que tenha avisado que não deseja ajuda. — Romanos 16:17, 18; 1 Timóteo 1:20; 2 Timóteo 2:16-18." - A Sentinela, 15/04/1991, página 21-23.

Desta forma caro desassociados. Se você está nesta condição e ainda mora no mesmo território da congregação onde foi desassociado, e já passara 12 meses, e nenhum dos anciãos o procurou para saber como você está e se deseja retornar à congregação, então:

1) Procure o ancião de sua congregação e manifeste o desejo de retornar à Organização de Jeová.

2) Caso não seja recebido, ou até mesmo tratado com descaso, escreva uma carta e encaminhe ao endereço abaixo e aguarde um posicionamento.

Rodovia SP-141 - km 43
CESÁRIO LANGE - SP
18285-901
BRASIL

segunda-feira, 25 de maio de 2015

ÊXODO DE ISRAEL DO EGITO: HISTÓRIA OU LENDA?




Durante séculos as narrativas das Escrituras Sagradas, especialmente do Antigo Testamento, são alvos de ataques ferozes de historiadores. Com a falta da informações de período em que ocorreram a libertação de Israel do Egito, muitos argumentam que eles devem ser interpretados mais pela fé do que pela razão.  

Com o lançamento do filme Êxodo: Deuses e Reis, que por sinal já comentamos aqui no blog, algumas críticas vieram novamente à tona. Uma delas refuta a Bíblia por argumentar que não existem registros egípcios sobre a escravidão e posterior libertação de Israel e que as Escrituras, por sua vez, não registram o período e nem o nome do Faraó que lidou com Moisés. 

O assunto é complicado mas vou tentar explicar de uma forma fácil para que vocês possam ter o mínimo de informação sobre o assunto. As informações abaixo estão no Estudo Perspicaz sob o verbete ISRAEL e EGITO.


QUEM ERA O FARAÓ NO PERÍODO DA ESCRAVIDÃO?

O primeiro capítulo de Êxodo diz apenas "que surgiu um novo rei no Egito que não conhecia José" e que ele foi responsável por iniciar a escravização do povo hebreu. No versículo 11 menciona que os hebreus tinha sido escravizados para construir a cidade Pitom e Ramses. 

Como foi descoberta um registro do faraó Ramsés II declarando a intenção de criar uma cidade com seu nome e usando trabalho escravo, muitos historiadores judeus atribuíram a ele o faraó que lidou com Moisés e Arão. Contudo fazer essa afirmação é imprudente. 

Pra começar muitos faraós utilizaram o nome Ramsés. Já nos dias de José, possivelmente séculos antes de Moisés, já existia uma cidade chamada Ramessés, de modo que não é possível afirmar que a cidade de Ramsés, ou Ramessés, que Êxodo 12:37 cita como ponto de partida do êxodo, seja a mesma cidade construída posteriormente por Ramsés II. Além disso o registro de Êxodo diz que o faraó morreu ao tentar perseguir os israelitas no mar vermelho, sendo assim, como explicar isso com o fato da múmia de Ramsés II ter sido encontrada numa das pirâmides do Egito?

Mesmo que a Bíblia informe que 40 anos depois da libertação, Israel conquistou Canaã, ainda assim seria imprudente estabelecer uma época específica. Afirmar que o faraó foi Ramsés II, e que ele foi primo ou irmãos de criação é um dos principais motivos que levam muitos historiadores a atacar a bíblia por causa do contexto histórico encontrado. 

Quem foi então o faraó que lidou com o povo de Deus? A resposta pra essa pergunta  é que a Bíblia não diz e fim.



Múmia de Ramsés II que muitos atribuem ser o faraó que lidou com Moisés. 

REGISTROS EGÍPCIOS NÃO MENCIONAM ISRAEL

Alguns acreditam que os hebreus poderiam ser os habirus mencionados pelo faraó Akhenaton da 18ª dinastia no que foi chamado de Tabuinhas de Amarna, encontrado próximo do Cairo, onde apresentam reclamações das nações aliadas sobre as  incursões e depredações causados por eles. Inclusive atribuem o termo Hebreu como originado do termo Habiru. 

O Estudo Perspicaz explica que isso não seria possível pois  os relatos das tabuinhas mostram que os habirus eram simplesmente incursores, às vezes aliados com certos governantes cananeus. Como os cananeus eram inimigos do povo de Jeová, isso descarta os hebreus. Além disso umas das cidades atacadas pelos habirus era Biblos, bem ao norte, distante, das cidades cananeias alvo dos israelitas.

Realmente os registros não mencionam Israel. Uma teoria para explicar isso é que os egípcios não tinham por tradição relatar seus reveses, apenas as vitórias e conquistas. Como o êxodo de Israel foi uma das derrotas mais vergonhosas e humilhantes sofridas pelo Egito, é razoável imaginar que eles deliberadamente omitiram. 


NÃO ERA DA CULTURA EGÍPCIA FAZER ESCRAVOS

O Egito foi um império que durou quase três milênios. É muito difícil atribuir um padrão para um povo durante todo esse tempo. Cada dinastia egípcia possuía suas particularidades. 

Para citar um exemplo, os egípcios eram normalmente politeístas, ou seja, adoravam vários deuses. Porém o faraó Akhaenaton era monoteísta e durante seu reinado, que durou dezessete anos, ele obrigou o Egito a adorar apenas o seu deus Athon punindo com a morte que o não fizesse. 

De modo similar, não haver registros de que os egípcios fossem escravocratas não significa que alguns não tenham usado esse método em algum período da história do Egito. O próprio faraó Ramsés II registrou seu desejo de construir uma cidade com seu nome usando trabalho escravo. Desta forma não é nenhum absurdo ou erro histórico o registro bíblico sobre a escravidão dos israelitas.

Não há registros na bíblia de que o povo de Israel foi responsável pela construção de pirâmides.


AS PIRÂMIDES FORAM CONSTRUÍDAS POR ISRAEL?

Antes de tudo vale informar que a construção das pirâmides é ainda o maior mistério que circunda historiadores e arqueólogos. Existem várias teorias mas nenhum fato comprovado. Ufólogos, inclusive, atribuem sua construção à extraterrestres devido a complexidade de sua arquitetura para àquela época.  Não é à toa que ela é uma das sete maravilhas do mundo antigo. 

Porém, em nenhum momento a Bíblia diz que os israelitas construíram pirâmides! Isso foi obra dos roteiros dos filmes de Hollywood. 

O livro de Êxodo deixa bem claro que os israelitas foram escravizados para construir a cidade de Pitom e Ramsés, que sequer eram consideradas cidades principais do Egito, embora ficasse próxima a capital devido a facilidade que Moisés e Arão tinha de se encontrar com o faraó. O êxodo ocorreu entre as 17ª e 19ª dinastia, e neste período, as grandes pirâmides do Egito já haviam sido construídas séculos antes.



RESUMO DA OBRA

A Bíblia não tem por objetivo ser um livro de história e realmente ela não menciona qual foi o faraó e sequer quando ocorreu a escravidão e a consequente libertação do Egito. O fato dela não ser precisa quanto ao tempo não significa que ela seja uma lenda. Acreditamos que ela é inspirada por Deus e proveitosa e para os que tem fé, isso já é suficiente. (2 Tim 3:16)

A permanência de Israel no Egito ficou gravada na memória da nação, e sua libertação daquela terra foi registrada por escrito e contada de geração a geração como uma vívida lembrança divindade  e poder de Jeová. Fragmentos desses registros foram encontrados e atestados por historiadores de sua autenticidade, como o fragmento do livro de Levítico (foto) datado do século VII a.C. 

Essa experiência ficou registrada nas Leis dada por Moisés séculos depois e se tornou base para uma das religiões mais históricas que existiu, o judaísmo, celebradas em festividades, cânticos e ritos até os dias atuais.

Portanto para nós que cremos na Bíblia ela existiu, e serve de exemplo e fortalece nossa fé até os dias de hoje. E isso é o que conta!


quinta-feira, 21 de maio de 2015

DESASSOCIAÇÃO NAS OUTRAS RELIGIÕES


A desassociação não é um ato praticado apenas entre as Testemunhas de Jeová. A maioria das religiões tradicionais, também a pratica, só que com regras diferentes, muito mais maleáveis e superficiais que as praticadas pela Organização de Jeová.


IGREJA CATÓLICA

O membro de uma determinada paróquia pode ser excomungado se ferir gravemente algum preceito da Igreja Católica. Ela é uma das três bases do código de direito canônico que regulam as igrejas católicas em todo o mundo.  O excomungado fica proibido de receber os sacramentos e participar de alguns atos litúrgicos, contudo, isso não significa que não possa mais conviver com outros membros. 

A tradição católica diz que o Papa é o representante de Deus na Terra, e portanto, lhe cabe autoridade, inclusive, para mudar regras estabelecidas nas Escrituras, portanto, a Igreja é superior a tudo. Assim os motivos que levam à excomungação são mais atreladas as regras da igreja do que à da Bíblia e dependem do bispo de cada região. 

O Código de Direito Canônico prevê desde 1983 os seguintes casos para a pena de excomunhão:

  • Profanação das espécies sagradas;
  • Violência física contra o Papa;
  • Absolvição por um sacerdote do cúmplice do pecado da carne;
  • Consagração ilícita de um bispo sem mandato pontifical;
  • Violação direta do segredo da Confissão pelo confessor;
  • Apostasia;
  • Heresia;
  • Cisma;
  • Aborto;
O excomungado só pode ser absolvido pelo Papa, pelo Bispo local ou por alguém autorizado por ele. Mas se o excomungado estiver em perigo de vida, ele pode ser perdoado no leito de morte por qualquer sacerdote. 

A excomunhão hoje em dia é rara na Igreja Católica. Normalmente é usado como manobra para católicos famosos ou que cuja opinião cause alguma relevância ou impacto no mundo religioso.


JUDAÍSMO

Os judeus, desde o primeiro século, se dividiram em várias facções, mas todas elas ainda estão submissas ao Chérem ou Hérem, que é o nome que dão à punição de exclusão do membro do judaísmo. O judeu é expulso e proibido de ter qualquer contato com a comunidade judaica. Embora não haja proibição de manter contato com familiares, ele não pode estar no meio da comunidade, por isso deve ser banido.  

Um dos motivos que podem levar à exclusão da comunidade judaica é a intermediação de negócios (ser avalista) com o uso do poder rabinical, o tráfico de drogas por membros da comunidade, uso de drogas ou profanação de objetos sagrados judaicos.

Uma "desassociação" entre judeus não ocorre há anos. O último judeu desassociado que se tem notícia foi o intelectual marxista Leon Trótski, que desempenhou um grande papel político na construção da antiga União Soviética. 


IGREJA LUTERANA


Embora tecnicamente o Luteranismo possua um processo de excomunhão, algumas denominações e congregações não o utilizam. A definição Luterana para a expulsão de um fiel foi estabelecida no "Pequeno Catecismo" de Martinho Lutero, que segundo ele, estabeleceu o modelo deixado por Cristo relatado em Mateus, capítulo 18. 

De acordo com Lutero, a excomunhão requer:

  • O confronto entre o sujeito e o indivíduo contra quem pecou.
  • Se isso falhar, o confronto entre o sujeito, a pessoa lesada, e duas ou três testemunhas para tais atos de pecado.
  • A informação do pastor da congregação do sujeito.
  • Um confronto entre o pastor e os sujeitos.
  • Além disso, há pouco acordo. Muitas denominações luteranas operam sob a premissa de que toda a congregação (contrariamente ao pastor unicamente), devem tomar as medidas apropriadas para a excomunhão. 
Um exemplo de processo luterano, embora raramente utilizado, foi um esforço para obter a excomunhão do serial killer Dennis Rader de sua denominação (a Igreja Evangélica Luterana na América), que só foi conseguida depois de anos de processo.


MÓRMONS

Talvez seja o movimento religioso cuja a expulsão lembra muito com o que as Testemunhas de Jeová praticam nos dias de hoje.  Os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD) podem ser expulsas e proibidas do convívio com outros membros se cometerem erros baseados em regras internas. Os familiares mórmons são exortados a cortar todo e qualquer contato com o membro expulso. Para eles a expulsão é pior que a morte.

O membro que cometer algum erro considerado grave é "convidado", primeiro, a abdicar de sua condição de membro saindo por sua própria vontade. Caso ele não aceite, então é julgado por uma comissão chamada Conselho Diciplinar que decide se devem ser expulsos ou não

A expulsão de membros entre mórmons não é um procedimento comum, mas na década de 90 mórmons famosos foram expulsos da igreja chamando a atenção da mídia americana, como Denver Snuffer, John Dehlin e Katy Kelin, dos quais levaram a opinião pública a criticar os métodos da organização religiosa. 


EVANGÉLICOS TRADICIONAIS

As igrejas evangélicas tradicionais são aquelas que nasceram da primeira onda do cisma iniciado por Lutero. Estão entre eles os luteranos, batistas, anglicanos entre outros. 

A expulsão nestas igrejas, nos dias de hoje, é muito mais filosófica do que prática. Os evangélicos de um modo geral acreditam que cabe apenas a Jesus Cristo julgar o membro infiel no "dia do julgamento" e por isso eles não possuem nenhum ritual específico de expulsão. 

Quando um membro comete um erro considerado passível de punição ele é disciplinado pelos pastores sendo proibido de participar de sacramentos dentro da igreja. Na maioria das igrejas essa punição é transparente, ou seja, o membro é proibido de participar de certos ritos, mas ele não é exposto aos demais. 

A Assembléia de Deus tradicional costuma fazer com que o errante se levante no meio do culto e seja informada à congregação que ele está sendo punido por algum erro. Mas é um caso raro seguido apenas pela Congregação Cristã no Brasil e a Deus é Amor.


IGREJAS NEOPENTECOSTAIS 


São denominados as igrejas da terceira geração do evangelicismo e consideradas mais liberais quanto a observância das regras bíblicas. A maioria são adeptas da teoria da prosperidade e acreditam que são influenciadas pelo espírito santo de Deus em sua totalidade, e por isso, toda ação do cristão está avalizada desde que ele tenha por objetivo servir a Deus.

Desta forma os neopentecostais não julgam e nem expulsam ninguém. A vida é uma relação entre ela e Deus e cabe tão somente a Ele julgar no dia do juízo final. Desta forma ele nunca é oficialmente expulso da igreja mesmo que cometa um pecado grave. 

Fazem parte dessa vertente as igrejas Renascer em Cristo, Sara Nossa Terra, Brasil para Cristo, Igreja de Cristo, Igreja Bola Sete, Ministério Braço Forte, Igreja Internacional da Graça de Deus, entre outras. 




terça-feira, 12 de maio de 2015

ERA JESUS SOCIALISTA?




Virou uma tendência nos Estados Unidos, maior país protestante do mundo, aqueles que querem implantar o Socialismo no mundo dizer que essa forma de governo é tão perfeita que era praticada inclusive por Jesus Cristo e que os apóstolos a implantaram no primeiro século entre os cristãos primitivos.

Muitos pastores evangélicos conhecido por aquelas bandas como Jim Wallis, Brian McLaren, Ron Sider e Tony Campolo são grandes defensores do Socialismo e até o presidente Barack Obama tem pegado carona e tentado subverter a mente dos conservadores neste sentido, usando a Bíblia em seus discursos.

Mas será que isso é verdade?


O que é Socialismo?

Basta entender quais são as bases do Socialismo para ver que a resposta é um sonoro NÃO. 

As bases do Socialismo como forma de governo surgiu no final do século XVII defendida por Karl Marx. Ele acreditava que o capitalismo concentrava injustamente as riquezas de uma sociedade deixando ricos mais ricos e pobres mais pobres; na sua ideia, apenas quando um governo feito pelo povo assumisse essas riquezas e distribuísse igualitariamente entre seus cidadãos, haveria mais justiça. Marx defendia uma revolução dos trabalhadores contra os patrões e assim, um governo do povo, que dominando os meios de produção poderiam viver numa sociedade mais justa.

No papel, o socialismo agradava pelo discurso, mas na prática se mostrou outra coisa. O problema é que a inclinação do homem é má todo o tempo e assim, todas as tentativas de se estabelecer o socialismo no mundo foram frustradas pela ganancia e a ambição do homem e sua incapacidade de se governar.

O Fascismo de Mussolini, o Nazismo de Hitler e o Comunismo de Stalin são frutos do Socialismo.




O Nazismo foi uma vertente da tentativa fracassada de se implantar o Socialismo.


Jesus incentivou o socialismo?

Pra começar Jesus nunca incentivou uma revolução de classes. Uma das frases mais lembradas dele registradas em Lucas 20:25, prova isso: "Dê a Cesar o que é de César..." e não "vamos tomar o que é de César!"

Alguns dizem que Jesus queria afirmar que cabia o governo regular a vida dos cristãos. Entretanto a própria conclusão da frase desilude. "...e a Deus às coisas de Deus." Jesus estava incentivando a respeitar a autoridade governamental, desde que essas Leis não ferissem as Leis de Deus. O que vai de encontro com o socialismo onde a regulação do governo é absoluta. 

A própria essência do Socialismo é contra a religião. Marx disse que a religião é o ópio do povo e por isso, a religião deveria ser desestimulada nas pessoas. Como Jesus Cristo que declarou que tudo que fazia era em nome de seu Pai, Jeová, poderia incentivar um sistema de governo que não pregava Deus?

E quanto aos pobres? Jesus era a favor deles, não só dos pobres mas de todos os enfermos e sofredores, independe de sua condição social. O próprio Jesus, embora viesse de uma família estabilizada financeiramente, não era dado ao luxo e abriu mão de confortos para pregar o reino de Deus, mas relatos mostram que ele não era pobre e inclusive se vestia com as melhores roupas de sua época, tanto que após sua prisão, guardas romanos disputaram por elas.

No Socialismo todas as riquezas do individuo são confiscadas pelo grupo, que por sua vez contabiliza e divide a todos igualitariamente. Mas a Bíblia não menciona nenhuma ação neste sentido. Mas ao contrário, incentiva aquele que tem mais que doe seus bens a favor dos pobres, como é feito por muitos cristãos ricos hoje em dia que doam parte de suas riquezas em doações para a obra de pregação ou para ajudar irmãos em países com dificuldades. 


Os apóstolos instituíram o Socialismo? 

"Todos os que se tornaram crentes estavam juntos e compartilhavam todas as coisas uns com os outros; vendiam seus bens e propriedades e repartiam entre todos o valor recebido, de acordo com a necessidade de cada um." - Atos 2:44,45


Muitos argumentam que se Jesus não o fez, coube aos apóstolo estabelecer o Socialismo e usam o texto acima para justificar. Mas um princípio destrói por si só qualquer argumento: Primeiro, se o socialismo estivesse em Atos, não poderia ter havido nenhuma propriedade privada porque a posse de todas as propriedades pelo governo está no coração do socialismo. No entanto o registro mostra que as propriedades pertenciam aos cristãos e não à congregação primitiva. Onde é que, em Atos, o governo estava envolvido, salvo na tentativa de matar os cristãos e proibir a pregação? Segundo, não eram funcionários do governo que estavam tratando com a congregação do primeiro século; eram os Apóstolos!

De modo que o contexto mostram que os cristãos estavam praticando apenas um dos frutos do espírito mais puro que existem: o amor, refletido na solidariedade e na preocupação com seu próximo. Mas o contexto relata que muitos cristãos continuaram a ter suas propriedades privadas e continuaram sendo bem aceitos na congregação. 

O ocorrido com Ananias e Safira mostra que muitos deles ainda possuíam suas próprias riquezas pessoais. E eles foram mortos não porque deixaram de doar seus bens para uma sociedade cristã socialista, mas apenas por terem mentido a Deus sem necessidade, já que poderiam ficar com parte de suas próprias terras. (Atos 5:1-10)


Conclusão.

Dizer que  Jesus e seus apóstolos eram socialistas é uma afirmação mentirosa. Essa afirmação e outras semelhantes a ela têm sido feitas por líderes religiosos progressistas nos últimos anos apenas para fomentar suas ambições políticas. 

Vale lembrar que a base do Socialismo é ateu. Os socialistas não acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus inspirada e infalível e, portanto, tentam adaptar partes da narrativa dos evangelhos e das cartas de Paulo para mudar e manipular o significado desses textos a fim de defender suas idéias políticas.

Deturpam a verdadeira mensagem de Cristo e ao colocá-lo contra os ricos, eles mudam a visão sobre qual era a verdadeira intenção de Jesus. Em vez disso, apelam para sua noção socialista de luta de classes como se os pobres e os ricos não fossem igualmente pecadores e não necessitassem ambos da graciosa provisão de Cristo.

Desde os dias de Israel, Jeová Deus já se preocupava com os pobres, especialmente os órfãos e a viúva. A Lei Mosaica estabelecia provisões para socorrer os necessitados, mas mesmo assim, os líderes judaicos estavam apenas preocupados em luxo e ganancia. (Amós 2:6; Ezequiel 22:29)

Nos dias de Jesus isso era mais claro, pois além da opressão de Roma, os servos de Deus pobres eram também oprimidos pela série de regras e tradições estabelecidas pelos líderes judaicos. (Lucas 16:14; 20:47). 

Desta forma, é óbvio que Jesus se direcionasse especialmente a estes para mostrar que apesar de serem pobres, Deus não os tinha abandonado. Jesus não queria fomentar a pobreza, mas apenas cuidar desses para que não desviasse do propósito de seu Pai, em um mundo onde finalmente a pobreza não existiria e onde todos pudesses usufruir da melhor forma possível de suas riquezas materiais e espirituais, sob as mãos do governador Maior, nosso Deus por meio de seu filho amado, Jesus Cristo. (2 Cor. 8:9)  

E isso não é Socialismo, mas Teocracismo. Verdadeiro.

domingo, 3 de maio de 2015

OS MICROCHIPS DA MARCA DA BESTA


Uma diferença básica sobre católicos e evangélicos é a sua interpretação da Bíblia. O católico só lhe aplica o que é conveniente e regularmente faz uma interpretação superficial, já que a Igreja, por meio da Santa Sé, é suprema e tem o poder de alterar o que está escrito na Bíblia; os evangélicos, por sua vez, principalmente os fundamentalistas, interpretam a bíblia de forma literal, inclusive, o livro de Apocalipse.

Me chegou pelo Facebook o vídeo abaixo, compartilhado por uma prima evangélica atordoada, onde segundo os mais de 58 mil compartilhadores e comentaristas, seria o início do fim. O chip seria a marca da besta e estaria sendo implantado compulsoriamente nos americanos, e em breve, no mundo, em cumprimento ao que João viu e relatou sobre a fera, ou a besta, em Apocalipse 13: 16 a 18.





O vídeo é real? Sim, é. Mas não tem nada a ver com nenhum programa norte-americano de implantação de um chip compulsório. É apenas a demonstração de um das várias invenções de um jovem apaixonado por tecnologia. Mas não existe nenhum registro de que o governo americano queira sequer comprar os tais microchips. Aliás, se quiserem mais detalhes, pode ler aqui no E-Farsas, um site que sempre uso para verificar as mentiras que se espalham pela internet.

Contudo, não é segredo para nerd nenhum que a ideia de utilizar chips implantados sob a pele em humanos é defendido por muitos especialistas. Um chip onde houvesse identificação digital do cidadão, onde ele poderia conter dados pessoais e que poderia ser como identificador digital, inclusive, para efetuar compras, entre outras coisas. Quando isso ocorrer, e deve ocorrer, significa o cumprimento de Apocalipse? Vejamos. 

"Ela obriga todas as pessoas, pequenas e grandes, ricas e pobres, livres e escravas, a receber uma marca na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, exceto aquele que tem a marca, isto é, o nome da fera ou o número do seu nome. Isto exige sabedoria: quem tem discernimento calcule o número da fera, pois é o número de um homem. O seu número é 666."


Pra começar para ser literal o tal microchip deveria conter o 666 impresso nele, e fico imaginando qual seria o argumento para um governo imprimir essa numeração num chip e te convencer a usá-lo. Só se fosse compulsório, verdade, mas teríamos que convencer milhares de pessoas que vivem em países livres democraticamente pelo mundo.

Além disso, o cumprimento deveria ser mundial, e como o planeta é um emaranhado de países com culturas diversas, e sobretudo, formas de governo diferentes, fico imaginando o que os Estados Unidos faria para convencer o povo da Rússia, China e Coreia do Norte a usar o tal chip. 

Segundo ponto, a profecia cita também que a testa seria um dos lugares que a marca seria implantada, mas todo mundo se apega apenas à mão direita. E se o cara for canhoto e não houver chips na testa, a profecia estaria incompleta. Seria meio cumprimento. 

A Bíblia também diz que o detentor da marca, não poderia comprar ou vender nada. Os evangélicos ficam preocupados com o microchip, embora a bíblia não cita como a tal marca seria implantada na mão direita ou na testa. Mas não percebem que outra gerigonça estaria mais próxima da marca da fera, o celular!

Não percebem que o celular hoje em dia está muito mais apto a ser a tal marca da fera do que o chip? Imagina: normalmente seguramos ele não direita, e quando atendemos o celular, ele está próximo da testa. Hoje em dia já podemos fazer um monte de coisas: comprar, vender, consultar e verificar informações e até fazer diagnósticos de várias áreas da medicina.

Mew Dels!!! O celular é a marca da fera!!!

Brincadeiras à parte, soube por esta prima, que um dos pastores da igreja dela, inclusive, aproveitou a enseja para pedir que seus fieis se preparassem já para o dia do julgamento vendendo bens materiais e doando para a obra. Bem oportuno né? Ou seja, um cara que sabe lá como virou pastor, ajudando a fomentar uma mentira e oportunamente utilizando para tosquiar ainda mais seu rebanho e fomentar ainda mais o terror psicológico usando as profecias bíblicas. Mas pra muitos apóstatas os tais "crimes da Torre" são mais absurdos e criminosos que isso!

Enfim, se quiser saber mais sobre a Marca da Fera e como o Escravo Fiel e Discreto explica o cumprimento dos textos acima e, inclusive, o que significa o número 666, poderá pesquisar na BIBLIOTECA ON LINE da Torre de Vigia.