quarta-feira, 7 de outubro de 2015

NOSSA VIDA E MINISTÉRIO CRISTÃO




Ser conservador ou não ser, eis a questão. Normalmente sou um pouco resistente a mudanças, mas às vezes mudar é bom. Joga a rotina para o escanteio e fomenta a motivação.

Por exemplo, quando anunciaram o fim do Estudo de Livro de Congregação, já estava mais que na hora: a reunião não atraía muita gente, era tediosa e por ser nas casas dos irmãos, às vezes trazia situações constrangedoras que não dignificavam. Por fim, após a queda drástica da assistência aliada a alguns relatos negativos feito por superintendentes, ela foi descontinuada.

A diminuição do tempo do discurso público de 45 para 30 minutos e a sintetização do estudo de A Sentinela também foram mudanças que vieram com bons olhos.

Mas a mudança radical que extinguiu a Escola do Ministério Teocrático e a Reunião de Serviço, confesso, me pegou de surpresa e ainda estou diluindo seus efeitos.

Desde que os anciãos receberam em meados de setembro uma carta a informando que seria lida uma informação importante no dia 04 de outubro, criou-se uma rede de boatos enorme. Particularmente, não gosto desse tipo de tática usada pelo Corpo Governante pois cria-se uma expectativa para algo alarmante e geralmente é recheado de suposições apocalípticas. Faz com que fracos na fé (ou fortes, sabe-se lá) comecem a acreditar no fim do mundo.   Parece que 1975 não serviu de lição, enfim, comentarei sobre isso mais adiante.


NOSSA VIDA E MINISTÉRIO CRISTÃOS


Entre várias mudanças anunciadas, a que mais chamou a atenção foi a substituição delas pela nova Vida e Ministério. Com a mudança radical chega-se o fim da era de ouro das reuniões cristãs e nasce uma nova era. 

Essas mudanças refletem o progresso da Organização e o desejo de facilitar o acesso das pessoas à verdade. Significa também que assim como ocorreu com o evento que ocasionou o fim do estudo de livro de congregação, os irmãos perceberam que as reuniões estavam corriqueiras e resolveram dar uma renovada para animar e motivar mais os irmãos.

As mudanças são boas mas o fato é que muitos tradicionais e conservadores terão um pouco de desilusão com essa mudança. Vamos ter saudades de quando éramos jovens fazíamos o discurso 2, um discurso de verdade, como inicio e fim, transformada tempos depois numa mera leitura da bíblia. Isso já tinha me deixado muito decepcionado. Que dizer do "discurso 4" então? Muitos não sabem, mas deixar de fazer o discurso 2 para ir ao 4 era como se você tivesse passado no vestibular, subido de cargo ou passado de fase! 

Mas como eu disse tudo tem que progredir, evoluir para melhor. Talvez o modelo estava batido e por isso precisava de uma remexo como esse. Ainda estou lendo, vendo como vai funcionar o novo modelo. De uma coisa é certa, teremos menos discursos prontos e mais discursos espontâneos. 

As Testemunhas de Jeová entraram num processo de mudança organizacional sem precedentes. Há uns dez anos brinquei que faltava pouco para assistir nossas reuniões de modo virtual. Claro que isso foi uma ironia, mas é inegável que hoje a organização focou na internet de uma forma impensável há uns vinte anos atrás. Todas as informações disponíveis no site JW.ORG, basta ir lá e baixar. Chega a ser engraçado ver tantos smarthphones e tablets ligados durante a reunião. 


O FIM ESTÁ PRÓXIMO?

Sim, está. Mas as mudanças nas reuniões não tem nada a ver com isso. Não significam isso que o fim dos sistema de coisas está mais próximo ou mais distante. Significa apenas que a Organização de Jeová está cortando gastos e sintetizando informações. Deixando a verdade mais clara e concisa.

Há vinte anos para se batizar você precisava estudar todo o livro Viver para sempre e depois concluir o Adoração cujo processo durava cerca de um ano. Hoje não precisa de tudo isso.

Como disse lá em cima, as mudanças poderiam ser ditas de forma clara à congregação, não precisava fazer todo esse suspense, que só faz fomentar a mente de apocalípticos que aproveitam a situação para aterrorizar os cristãos com ideais de fim de mundo, quando na verdade, deveria ser o inverso: fomentar o amor e a motivação para continuar adorando esse Deus maravilhoso.

Foi assim em 1975 quando o Corpo Governante anunciou que chegava os 6 mil anos da humanidade e muitos alardearam que estava vindo o Armagedom. Hoje em dia qualquer coisa que se faça, minha irmã me manda mensagens chorosas dizendo que o fim está próximo. Se se lança uma brochura, é o armagedom, se o Corpo Governante anuncia que vai parar algumas construções - possivelmente por causa da crise que atinge a Europa - é o armagedom; muda o estilo da reunião, é o armagedom. Curioso que é justamente esses apologéticos que criticam os evangélicos com suas profetadas apocalípticas.

Vou finalizar com o comentário perfeito feito por Felipe Assis:

"Jeová não apressará ou retardará a Grande Tribulação e o Armagedon por causa das ações de seus servos (mesmo que seja o Corpo Governante). A data já está estabelecida e não mudará. As ações do Corpo Governante não devem ser interpretadas como um sinal do fim, visto que Jeová em hipótese alguma revelará de algum modo especial informações privilegiadas aos membros do Corpo Governante. Devemos ter sempre em mente que a cada dia que passa vivemos mais perto do que será o ÚLTIMO DIA dos ÚLTIMOS DIAS.

Sendo assim, não vamos nos preocupar excessivamente com a DATA do fim, ou com SINAIS que indicam ou alardeiam a proximidade. Os sinais já estão descritos na Bíblia e estão se cumprindo.

Antes, mantenhamos o senso de urgência e a preocupação em nos manter aprovados para quando este dia chegar."



Que Jeová tenha misericórdia de todos nós.

Jah bless you!